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MUNDO
Terça-feira, 08 de Dezembro de 2009, 23h:20

VIOLÊNCIA

Nova série de atentados mata mais de 120

Ao menos 121 pessoas morreram e outras 261 ficaram feridas em uma série de atentados em Bagdá, informaram autoridades médicas e de segurança ontem

Três carros bombas explodiram em sequência e atingiram o ministério do Trabalho e o novo prédio do ministério das Finanças, e ao menos 121 pessoas morreram e outras 261 ficaram feridas. O general Qassim al-Moussawi, porta-voz do Exército iraquiano confirmou apenas 63 mortes, número bem inferior ao informado por hospitais e pela polícia. Segundo o ministério da Saúde, é difícil estabelecer com exatidão o número de mortos devido ao estado dos corpos. Após as explosões, muita fumaça cobriu os locais atingidos. Sirenes de ambulâncias soaram pela cidade e trabalhadores de resgate tentavam retirar corpos dos destroços. Poças de sangue se formaram próximas aos veículos destruídos nos atentados. ATAQUES A série de quatro ataques acontece em um momento no qual forças de segurança iraquiana assumem um papel cada vez maior na segurança do país em meio à preparação para a retirada de tropas dos EUA. Os atentados ocorreram no dia em que o governo anunciou a data das eleições legislativas no país, que serão realizadas em março do próximo ano. A polícia e o Exército temem que a votação detone uma onda de violência para desacreditar o governo do premiê pró-ocidental Nouri al-Maliki. ALVOS Em agosto, um outro atentado contra os ministérios das Finanças e das Relações Exteriores deixou 100 mortos. No último ano, insurgentes têm direcionado seus ataques a prédios públicos. Analistas atribuem o ataque a militantes sunitas ligados ao antigo partido Baath, do ex-ditador Saddam Hussein, descontentes com o governo xiita pró-ocidental. "É o mesmo estilo de atuação e os mesmos alvos (prédios do governo). Há um motivo político por trás disso: mostrar a fraqueza do governo em manter a segurança no país", disse o analista Hazim al-Nuaimi. ELEIÇÕES eleições parlamentares no Iraque serão realizadas em 6 de março de 2010, anunciou ontem a Assessoria de Imprensa do presidente Jalal Talabani. O anúncio desfaz meses de impasse em torno da votação, que agora está marcada para quase dois meses depois do originalmente previsto. A Constituição iraquiana exigia a realização de eleições gerais até o fim de janeiro, mas desentendimentos entre as principais facções políticas representadas no Parlamento para a aprovação de uma nova lei eleitoral forçaram o adiamento do pleito. Faraj al-Haidari, presidente da Comissão Eleitoral iraquiana, afirmou ontem que a entidade aprovou o adiamento da votação para que haja tempo hábil para organizar as eleições nacionais. O pleito estava marcado inicialmente para 16 de janeiro.

Edição EDIÇÃO 16962




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