A repressão a um protesto pela volta da democracia a Guiné deixou pelo menos 157 mortos, anteontem, segundo a Organização Guineana para a Defesa dos Direitos Humanos, que menciona outras 1.200 pessoas feridas. O governo do país confirma a morte de 57 pessoas, a maioria delas pisoteada durante a manifestação. O governo também afirma que iniciou uma investigação para descobrir quem deu ordens aos soldados para abrirem fogo contra os manifestantes, que ocupavam o principal estádio de futebol da capital e reuniram cerca de 50 mil pessoas. O líder militar do país, capitão Moussa "Dadis" Camara, disse que o tiroteio foi causado por membros da guarda presidencial.