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MUNDO
Quarta-feira, 17 de Julho de 2013, 22h:07

INTOXICAÇÃO

Morte de 25 crianças gera revolta na Índia

Lojas e comércios próximos à escola foram fechados. Os manifestantes também viraram e queimaram quatro viaturas policiais e bloquearam ruas movimentadas

Pais e moradores revoltados tomaram as ruas de Chapra, no leste da Índia, depois que pelo menos 25 crianças morreram e outras 28 foram hospitalizadas terça-feira após comerem uma merenda escolar contaminada com substâncias químicas. Lojas e comércios próximos à escola foram fechados. Os manifestantes também viraram e queimaram quatro viaturas policiais, além de bloquear ruas movimentadas e trilhos de trem. Um ônibus e uma propriedade particular não especificada também teriam sido queimados. Líderes políticos pediram calma, mas foram também perseguidos pela população nas ruas. Autoridades do país disseram ontem que as crianças, entre cinco e 12 anos de idade, adoeceram após almoçarem em uma escola em Gandamal, um vilarejo a 80 quilômetros da cidade de Patna, capital do Estado de Bihar. Os funcionários da escola imediatamente pararam de servir a refeição - arroz, lentilhas, soja e batatas - depois que alunos começaram a vomitar. A merenda, parte de uma campanha nacional para garantir que crianças de famílias pobres comam ao menos uma refeição diária, foi preparada na cozinha da escola. Não está claro como os químicos foram parar nos alimentos. HOSPITAL As crianças foram levadas a um hospital de Patna. Três ainda seguiam em condições graves. Segundo autoridades, a comida estava contamidada com uma substância química utilizada como inseticida de arroz e trigo e talvez não tenha sido devidamente lavada. O médico KM Dubey, do hospital de Chhapra, disse que "as crianças apresentavam congestão severa no peito e suas pupilas estavam dilatadas, sintomas de envenenamento". COMPRA Uma cozinheira disse ao ministro estadual da Educação que a escola havia comprado um novo tipo de óleo que parecia "descolorido e pegajoso". Ela teria comunicado isso à diretora da escola, que teria garantido que o óleo era "caseiro e seguro para consumo". A diretora - que também dá aulas na escola - teria comprado o material da loja de seu marido, da qual funcionários e parentes dele fugiram antes da chegada de policiais.

Edição EDIÇÃO 16962




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