MUNDO
Terça-feira, 14 de Outubro de 2014, 20h:25
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EBOLA/TAXA
Mortalidade de epidemia sobe para 70%
O número de mortos até o momento chegou à marca de 4.447 dos 8.914 casos registrados, diz OMS. Morre funcionário da ONU internado com ebola na Alemanha
A taxa de mortalidade na maior epidemia de ebola já registrada subiu para 70%, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) informou ontem. Em uma coletiva de imprensa em Genebra, o diretor-geral-assistente Bruce Aylward disse ainda que, daqui a dois meses, o número de novos casos pode chegar a dez mil por semana. O vírus ebola mata até 90% das pessoas contaminadas. Na atual epidemia, a OMS estimava a taxa em 50%. Aylward disse que, se a resposta do mundo à crise de ebola não for intensificada no prazo de 60 dias, "muitas mais pessoas vão morrer" e haverá necessidade de lidar com os números de casos em espiral. A OMS tem o objetivo de isolar 70% dos casos dentro de dois meses para reverter o surto. Nas últimas quatro semanas, houve cerca de mil novos casos por semana -incluindo suspeitos, confirmados e prováveis. O número de mortos até o momento chegou à marca de 4.447 dos 8.914 casos registrados, disse Aylward. Os países mais afetados são Serra Leoa, Guiné e Libéria. A OMS se preocupa com a propagação de infectados nas capitais desses países. O número de casos registrados na África Ocidental vai superar os 9 mil nesta semana e a epidemia ainda se expande geograficamente pelos três países. A OMS diz que o número de casos reportados é menor que o número de casos reais. O órgão estima que o número de casos é 1,5 vezes maior na Guiné, duas vezes maior em Serra Leoa e 2,5 vezes maior na Libéria. "Seria não ético dizer que nós vamos somente isolar as pessoas", disse Aylward. Ele informou que o foco da OMS está também no tratamento das vítimas e em novas estratégias, como distribuir equipamento de proteção às famílias e criar clínicas básicas. MORTE O sudanês infectado com ebola, transferido da Libéria para a Alemanha para receber tratamento, morreu na clínica de St. Georg, em Leipzig, na qual estava internado, informaram ontem os responsáveis pelo centro hospitalar. O paciente, de 56 anos, era funcionário da ONU (Organização das Nações Unidas) e chegou ao país na última quinta-feira. Ele foi o terceiro levado da África para a Alemanha para receber tratamento contra a doença. O homem morreu ontem de madrugada devido à grave doença infecciosa, "apesar das intensivas medidas médicas adotadas e do esforço de médicos e enfermeiros", disse à imprensa local o porta-voz do hospital, Martin Schamlz. Após os primeiros exames, a clínica tinha classificado o estado do paciente como "extremamente crítico". Ele foi transferido da Libéria para a Alemanha em um avião adaptado, sendo internado na clínica St. Georg, um dos sete hospitais do país com unidades de isolamento para doenças altamente infecciosas.