Segundo informações da Brigada de Imigração da Polícia, a quadrilha foi encontrada depois que uma das prostitutas tentou o suicídio bebendo água sanitária
A polícia nacional da Espanha desmantelou uma quadrilha internacional de prostituição que mantinha menores brasileiras sob cárcere privado, segundo os investigadores. A operação na cidade de Huelva (sul do país) terminou com 67 detidos, dos quais 52 eram mulheres forçadas a exercer a prostituição com ameaças de agressões físicas. Segundo a Brigada de Imigração da Polícia, a quadrilha foi encontrada depois que uma das prostitutas tentou o suicídio bebendo água sanitária. A vítima, que foi atendida pelos serviços públicos de saúde, denunciou o caso, indicando que havia menores retidas num bordel, cooptadas com falsas promessas de trabalho. ESQUEMA De acordo com nota pública, as menores foram aliciadas na Catalunha. Supostamente a quadrilha lhes ofereceu trabalhos bem remunerados durante os períodos de verão como garçonetes, relações públicas e dançarinas em bares do litoral espanhol. Assim que fechavam o acordo, as menores eram avisadas de que tinham uma dívida pelos gastos administrativos dos tratos e deveriam pagar com serviços de prostituição. BORDEL Na batida no último final de semana no bordel de Huelva os detetives comprovaram que as mulheres viviam "em condições sub-humanas e as vítimas relataram que estavam submetidas a coações e ameaças à sua integridade física", diz a nota. Segundo a polícia, as menores brasileiras estão sob a guarda dos serviços públicos e deverão viajar para o Brasil quando a justiça liberar sua documentação. Os 15 detidos acusados de serem integrantes da quadrilha formada por brasileiros, romenos, espanhóis e nigerianos serão julgados por delitos de tráfico de seres humanos, exploração sexual, falsificação de documentos, imigração clandestina e corrupção de menores. Eles podem pegar entre seis e 18 anos de cadeia cada um. INVESTIGAÇÃO O Ministério Público continua investigando o ex-prefeito de Miguelópolis (interior de SP) Cristiano Barbosa Moura (PSDB) por suspeita de ter usado dinheiro público para pagar casas de prostituição em Ribeirão Preto e São Paulo. Moura, que foi prefeito da cidade entre 2004 e 2008, nega que tenha usado indevidamente recursos públicos.