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MUNDO
Terça-feira, 24 de Janeiro de 2012, 20h:26

ITÁLIA

Mais um corpo é localizado em navio

As equipes de resgate que trabalham no navio Costa Concordia, na Itália, encontraram ontem mais um corpo na embarcação, que no dia 13 tombou perto do porto da Ilha de Giglio, segundo informou a defesa civil italiana. Os bombeiros "recuperaram o corpo de uma pessoa no interior da ponte número 3 do barco", indicou a corporação em um comunicado, acrescentando que, com isso, o saldo da catástrofe se eleva a 16 mortos e 16 desaparecidos. A nacionalidade e o sexo da pessoa encontrada não foram reveladas ater a tarde de ontem, mas há relatos na imprensa italiana de que o corpo era de uma mulher. O navio naufragou no dia 13, próximo à ilha de Giglio, na costa da Itália, após colidir com uma rocha, com mais de 4.200 pessoas a bordo, durante uma manobra supostamente não autorizada realizada pelo comandante Francesco Schettino. Anteontem, as equipes de resgate haviam encontrado mais dois corpos no quarto andar da embarcação, segundo o chefe da defesa civil italiana, Franco Gabrielli. De acordo com Gabrielli, que supervisiona as operações, os corpos eram de duas mulheres e seus DNAs serão comparados aos dos DNAs coletados dos parentes das vítimas desaparecidas nos últimos dias. A descoberta foi feita ao mesmo tempo em que uma grande plataforma carregando equipamentos chegaram À embarcação, sinalizando o início das operações preliminares para a remoção de mais de 2.000 toneladas de combustível dos tanques do navio. Os mergulhadores da companhia holandesa Smit Salvage fizeram ontem a primeira inspeção do navio Costa Concordia, encalhado nas proximidades da ilha italiana de Giglio, para iniciar o plano de extração das do combustível nos reservatórios. A operação dos mergulhadores da Smit Salvage inclui uma descida a 20 metros para estudar as condições do casco antes de começar o isolamento do primeiro dos 17 tanques que serão esvaziados. O chefe da Defesa Civil italiana, Franco Gabrielle, afirmou na segunda-feira em entrevista coletiva que o cruzeiro está estável, sustentado em três pontos por formações rochosas, por isso agora são consideradas seguras as tarefas de remoção do combustível. BODE EXPIATÓRIO A mulher do capitão acusado de encalhar o navio de cruzeiro Costa Concordia disse, em uma entrevista publicada ontem, que estava indignada com a maneira como seu marido vinha sendo retratado na mídia. O capitão Francesco Schettino foi acusado de provocar o desastre em 13 de janeiro, no qual pelo menos 16 pessoas morreram, quando a embarcação que transportava 4,2 mil passageiros encalhou na costa da Itália e emborcou. "Meu marido está no centro de uma tempestade sem precedentes na mídia", disse sua mulher, Fabiola Rossi, à revista francesa Paris Match. "Não consigo pensar em nenhuma outra tragédia naval ou aérea em que a parte responsável tenha sido tratada com tanta violência... Essa é uma caçada humana, as pessoas estão atrás de um bode expiatório, de um monstro", afirmou. Schettino - que foi acusado de homicídio, de provocar o naufrágio e de abandonar o navio - vem sendo descrito como um covarde pelos jornais italianos, depois de uma gravação de sua conversa com um agente da guarda costeira durante o desastre que vazou para a imprensa e circulou na Internet. Questionada se tinha raiva do tratamento dado a ele, ela disse: "você não teria?". Ele é "alguém determinado, firme e lúcido. Ele é capaz de analisar situações, de entendê-las e administrá-las. Em casa, ele é organizado e meticuloso, ele é amigável e uma pessoa alegre, que ganha a estima das pessoas", acrescentou Fabiola em uma versão da entrevista publicada no site do Paris Match. Na gravação com a guarda costeira, Schettino parece confuso e fora de controle enquanto recebe a ordem de voltar para o navio e é ameaçado de prisão.

Edição EDIÇÃO 16965




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