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MUNDO
Quarta-feira, 13 de Novembro de 2013, 21h:29

FILIPINAS

Mais de 2,2 mil os mortos após tufão

Último relatório de ontem informou que 3.365 pessoas ficaram feridas enquanto outras 80 estão desaparecidas. Começa enterros coletivos para evitar epidemias

O Conselho para a Gestão e Redução de Desastres das Filipinas elevou ontem para 2.275 o balanço provisório de mortos após a passagem do tufão Haiyan, que devastou a região central do país há cinco dias. O órgão governamental prossegue com uma lenta apuração oficial e seu último relatório divulgado também informou que 3.365 pessoas ficaram feridas enquanto outras 80 estão desaparecidas. Estes dados são inferiores aos números de estimativas anteriores de governos locais e de organizações como as Nações Unidas, que estimaram o número possível de mortes em até 10 mil. ENTERROS As autoridades locais e organizações religiosas começaram ontem a cavar valas comuns para enterrar os mortos pelo tufão e prevenir o surto de doenças e epidemias, cinco dias depois que o tufão "Haiyan" arrasou as províncias centrais das Filipinas. Pelo menos 150 corpos - nenhum deles identificados pelas autoridades - foram enterrados em uma vala comum perto da igreja de Pau, na ilha de Leyte, informou a emissora local GMA. Nesta região, que ficou totalmente devastada na sexta-feira passada pelo tufão "Haiyan", o cheiro dos corpos em decomposição, amontoados nas ruas e sob os escombros, se tornou insuportável, enquanto dezenas de milhares de pessoas necessitam urgentemente de mantimentos de primeira necessidade até a chegada de mais ajuda. As autoridades não têm uma solução para lidar com a grande quantidade de mortos, cujos parentes e vizinhos levam continuamente aos lugares religiosos de Pau e ao edifício que foi transformado em necrotério. Em Barangay Paon, no nordeste da ilha Panay, também há informações sobre um enterro coletivo de 55 pessoas não identificadas. "Os corpos podem contaminar a água, mas não são os causadores da difusão de doenças", declarou o diretor do Centro Nacional de Epidemiologia, Eric Tayag, à emissora filipina. TEMPESTADE A passagem da tempestade tropical "Zoraida" pela região ocidental do arquipélago filipino levou mais chuva a Tacloban e as localidades próximas o que aumentou as enchentes em várias zonas da cidade. A propagação de doenças como gripe e cólera, além de outras epidemias, é uma das principais preocupações das autoridades locais. As provisões de alimentos e água potável e a provisão de material médico continuam chegando lentamente nas províncias centrais de Samar, Leyte e o norte de Cebu, as mais afetadas pelo desastre natural, apesar de as agências nacionais e internacionais terem começado a atuar na região. SAQUES Pelo menos oito pessoas morreram na cidade de Alangalang, na província de Leyte, quando um grupo formado por milhares de sobreviventes do tufão Haiyan invadiu um armazém governamental de arroz antes de sua distribuição para os desabrigados, informaram nesta quarta-feira as autoridades.

Edição EDIÇÃO 16964




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