MUNDO
Terça-feira, 30 de Junho de 2015, 20h:16
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FUGA
Mais de 1.200 prisioneiros escapam de prisão no Iêmen
Cerca de 1.200 prisioneiros, incluindo suspeitos da Al-Qaeda, escaparam durante confrontos em um presídio no centro do Iêmen ontem, disseram autoridades. O incidente é o maior em uma série de fugas de presos que deixaram soltos militantes iemenitas nos últimos anos, e sinaliza uma erosão maior do Estado em meio a uma guerra civil. Grupos de apoiadores da Al-Qaeda
hoje atacaram a prisão na cidade de Taiz e mais de 1.200 dos perigosos prisioneiros escaparam, disse a agência de notícias estatal Saba, citando uma fonte de segurança. Outra autoridade local disse que alguns dos fugitivos eram suspeitos de pertencer à Al-Qaeda, mas relatou que eles escaparam em meio a pesados confrontos entre milícias na cidade. Combatentes xiitas do grupo Houthi entraram em Taiz em março, em um avanço em direção ao sul do país a partir de sua base na capital Sanaa, o que motivou a intervenção militar de uma coalizão liderada pela Arábia Saudita. Mas três meses de ataques aéreos ainda não conseguiram frear o avanço do grupo e de unidades do Exército do Iêmen que são leais ao ex-presidente Ali Abdullah Saleh, aliados dos rebeldes houthis. O oficial de segurança disse que forças armadas ligadas a Saleh permitiram que prisioneiros escapassem. KUWAIT Depois do ataque suicida contra uma mesquita, no final da semana passada, muitos kuwaitianos foram às redes sociais para manifestar o repúdio ao sectarismo e pedir a união do país. O suicida, que as autoridades do país afirmam ser da Arábia Saudita, atacou a mesquita xiita em um país onde a maioria dos fieis é muçulmano sunita. O ataque deixou pelo menos 27 mortos e mais de 200 feridos. O que poderia ter dividido o país acabou unindo a população nas ruas da capital, Cidade do Kuwait, e na web. Dezenas de milhares de pessoas se manifestaram nas redes sociais a favor da união nacional. Uma hashtag em árabe que pode ser traduzida como "uma fileira" foi usada mais de 10 mil vezes desde o ataque. A ideia por trás da hashtag é que todos os kuwaitianos devem se unir, como um Exército, para derrotar o extremismo. "Terrorismo não tem uma religião ou nacionalidade. Então não vamos atribuir atividades criminosas como esta a um certo segmento da sociedade e dirigir nossa raiva contra eles", afirmou no Twitter o usuário @hamedalbader. Também surgiram hashtags como "Kuwait é um" e "Kuwait é forte", que foram para os trending topics. Muitos repetiram nas redes sociais as palavras do emir do país, Sabah al-Ahmad al-Jaber al-Sabah, que visitou a mesquita logo depois do ataque e teria dito, a respeito das vítimas: "Eles são meus filhos". Também houve muitos compartilhamentos do vídeo do jornalista xiita e apresentador Abdullah Boftain, que falou pouco depois do ataque ainda em frente à mesquita, pedindo às pessoas que não culpassem os sunitas. Boftain afirmou que a culpa deve ser apenas do 'Estado Islâmico', que assumiu a responsabilidade pelo ataque. "O país precisa de nossa união, o que está sendo atacado hoje é o Islã... não os xiitas nem os sunitas", afirmou.