Depois da inconclusiva eleição de anteontem, que mergulhou Israel num impasse político após produzir dois vencedores, a líder do Kadima, Tzipi Livni, se encontrou ontem com o ultranacionalista Avigdor Lieberman, cujo partido Israel Beiteinu ficou em terceiro na disputa, numa tentativa de organizar uma coalizão. Segundo o jornal Haaretz, durante o encontro, Livni afirmou que foi escolhida pelo povo para ser premiê e que pediu para Lieberman apresentar suas propostas, afirmando que este é um momento de união no país. Tanto Livni quanto o ex-primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declararam-se vencedores das acirradas eleições israelenses, armando o cenário para um disputa de poder com potencial para se estender por bastante tempo. O governista Kadima (centro), de Livni, confirmou as pesquisas que apontavam a recuperação do partido e obteve 28 das 120 cadeiras do Parlamento. Em segundo lugar, com apenas uma cadeira de diferença, terminou o Likud (direita), de Netanyahu, que chegou a liderar as sondagens com folga, mas perdeu terreno nos dias que antecederam a votação. "Venci", foi a manchete do maior jornal do país, Yedioth Ahronoth, junto a fotos de ambos os políticos. Após o encontro com Lieberman, Livni prometeu lutar para se tornar a próxima premiê do país. "As pessoas me escolheram para governar. Sinto que é uma grande responsabilidade traduzir o poder que me deram em ações, em fazer o país avançar e unificar as pessoas", afirmou Livni. O presidente Shimon Peres terá de decidir se convidará Livni ou Netanyahu para tentar formar o governo.