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MUNDO
Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2011, 18h:59

LOCKERBIE

Líbia autoriza investigação sobre atentado, diz jornal

O Conselho Nacional de Transição líbio deu o sinal verde para que a polícia britânica visite o país e investigue o atentado de Lockerbie, segundo informou o subsecretário britânico para Relações Exteriores, Alistair Burt, em entrevista ontem ao jornal britânico "Guaridan". A autorização da Líbia também permite a investigação do assassinato de Yvonne Fletche, morto em 1984 no exterior da embaixada líbia em Londres. Segundo Burt, o ministro líbio de Interior, Fawzy Abdel Aal, confirmou que aceitaria a volta da polícia britânica para investigar o caso do avião com destino aos EUA que caiu sobre o vilarejo escocês de Lockerbie, matando 270 pessoas. Em setembro, após o CNT tomar o controle da Líbia, o ministro interino da Justiça, Mohammed al Alagi, havia dito que o país estava pronto para trabalhar com as autoridades escocesas para investigar o possível envolvimento de outras pessoas no ataque de Lockerbie, além do único líbio já condenado pelo caso, Abdelbaset al Megrahi. Promotores escoceses haviam pedido que o Conselho Nacional de Transição (CNT) da Líbia lhes desse acesso a documentos ou testemunhas que pudessem implicar mais suspeitos no ataque. Os investigadores escoceses também querem entrevistar Abdelbaset al Megrahi, que foi solto em 2009 e mora em Trípoli. Burt, que está em uma visita a Trípoli, disse que o governo líbio está "muito consciente" sobre a importância da retomadas das investigações. Ainda não há data prevista para a visita da polícia britânica à Líbia, mas o subsecretário britânico para Relações Exteriores disse estar otimista que ocorra em breve e que não tem dúvidas de que os investigadores britânicos serão autorizados a retornar ao país. SÍRIA Ativistas sírios pediram uma greve nacional no domingo, dia útil no país, como o primeiro passo em uma campanha de desobediência civil contra o regime do ditador Bashar Assad. Os Comitês de Coordenação Local, que iniciaram o movimento de protesto pacífico lançado em março, disseram que a campanha incluiria aglomerações, o fechamento de lojas e greves de funcionários públicos e de estudantes. Um pedido similar por uma greve, feito há dois meses, teve resultados mistos. Lojas e negócios na província de Deraa, no sul do país, berço da revolta popular de oito meses na Síria, fecharam por oito dias no final de outubro. Na cidade de Homs e nas áreas vizinhas no noroeste da Síria as pessoas fizeram greve geral no dia 26 de outubro, parcialmente executada por insurgentes armados. Mas as duas maiores cidades do país, Damasco e Aleppo, não foram afetadas, e os moradores da capital disseram ontem que as autoridades pareciam estar se preparando para frustrar a ação planejada no domingo. Alguns lojistas que queria sanar as dívidas com o regime nesta semana foram avisados para esperar até domingo, quando autoridades visitariam suas lojas para receber o dinheiro - uma advertência velada para que permaneçam abertos. Uma moradora também notou um aumento no número de policiais e forças de segurança à paisana em Damasco. "A cada dez metros você encontra um grupo deles, usando roupas normais," disse ela.

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