O governo do ditador da Líbia, Muammar Khadafi, rejeitou ontem as condições impostas pelos rebeldes para um cessar-fogo, alegando que as tropas líbias não deixarão as cidades ocupadas, como exigido pela oposição. "Eles estão nos pedindo para sair das nossas próprias cidades... Se isso não é loucura, não sei o que é. Não vamos deixar as nossas cidades", disse o porta-voz do governo, Mussa Ibrahim. TRÉGUA Os rebeldes na Líbia anunciaram também ontem que estavam prontos para respeitar uma trégua desde que as forças pró-Khadafi suspendessem a ofensiva contra as cidades tomadas e se retirassem das que estão cercando. "Não deixaremos nossas cidades. Somos nós o governo, não eles", insistiu Ibrahim, afirmando, no entanto, que o regime estava sempre pronto para a paz e o diálogo. Segundo ele, as forças leais a Muammar Khadafi respeitam a resolução imposta pela ONU. Há cerca de uma semana, os rebeldes avançaram de Benghazi até as portas de Sirte "por quase 600 km sob a cobertura aérea da coalizão, enquanto que se nosso exército seguir por um quilômetro, denunciam o fato como um desastre e um crime", lamentou. O regime do ditador líbio tentava abrir um diálogo com as potências ocidentais para encerrar a batalha no país, em um sinal de que Trípoli não vê uma saída militar à guerra contra os rebeldes oposicionistas.