O regime do ditador líbio, Muammar Khadafi, está cortejando rebeldes islâmicos para que se voltem contra os insurgentes liberais, disse seu filho, confirmando os esforços de Trípoli para aproveitar as divisões dentro da oposição - que ficaram expostas com o assassinato do principal comandante militar rebelde. O jornal americano "The New York Times" disse que um dirigente rebelde da facção religiosa, citada por Saif al Islam Gaddafi como sendo o seu interlocutor, confirmou os contatos, mas negou ter rompido com os seus aliados liberais. Em seus mais de 40 anos no poder, Khadafi tem reprimido duramente os ativistas islâmicos, e muitos deles aderiram à insurgência iniciada há cinco meses para tentar depor o governante. Rumores de divisões dentro do movimento rebelde se intensificaram desde que o general Abdel Fattah Younes foi assassinado, depois de ser convocado para voltar da linha de frente para Bengazi, a "capital" dos rebeldes no leste da Líbia. Saif al Islam disse que o governo e os militantes islâmicos irão divulgar nos próximos dias uma declaração conjunta anunciando sua aliança. "Os liberais vão fugir ou serão mortos", afirmou o filho de Khadafi, apontado como um reformista e possível sucessor dele. "Vamos fazer isso juntos... A Líbia vai ficar parecendo a Arábia Saudita, o Irã. E daí?", disse ele. "Sei que eles são terroristas. Eles são sanguinários. Eles não são legais. Mas é preciso aceitá-los."