MUNDO
Quinta-feira, 01 de Março de 2012, 19h:54
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SARKOZY
Jornalistas franceses em Homs saem da Síria
Os jornalistas franceses Edith Bouvier e William Daniels conseguiram sair da cidade de Homs, na Síria, ontem e estão no Líbano, afirmaram o presidente Nicolas Sarkozy e fontes diplomáticas libanesas consultadas pelas agências de notícias Reuters e Efe. Sarkozy diz ter falado com Bouvier, que trabalha para o jornal "Le Figaro" e tinha feito um apelo para ser resgatada na semana passada. "Eu posso confirmar que é oficial". O mandatário ainda declarou que tentará fazer a viagem de volta dos jornalistas à Paris com um avião oficial francês, de acordo com informações do jornal "Le Monde". Ainda não foram informados detalhes sobre como ocorreu o resgate dos profissionais, que foram feridos em um bombardeio na cidade síria no último dia 22. O ataque matou a americana Marie Colvin, do jornal "Sunday Times", e Rémi Ochlik, francês que fotografava para a revista "Paris Match". Além dos dois franceses, o inglês Paul Conroy, 47, também se feriu no bombardeio. Ele foi retirado do país na madrugada de terça-feira em uma ação que causou a morte de 13 ativistas e dez civis sírios, de acordo com a organização humanitária Avaaz. Após cruzar a fronteira de madrugada, ele foi levado a Beirute, onde recebeu assistência da embaixada britânica. Anteontem, o jornalista espanhol Javier Espinosa, do jornal "El Mundo", conseguiu chegar ao Líbano após ter saído de Homs. Opositores haviam divulgaram um vídeo em que Bouvier dizia ter fraturado o fêmur no bombardeio, e pedia ajuda para sair de Homs e receber atendimento médico apropriado. Um segundo vídeo postado por um ativista sírio quinta-feira mostra o suposto enterro de Colvin. As imagens, hospedadas no site YouTube, mostram um homem, que diz estar no cemitério do bairro de Baba Amro, onde a jornalista foi morta e é alvo mais intenso dos bombardeios do regime sírio. A iluminação do local é feita por um celular e um rosto carbonizado é mostrado. De acordo com ele, que não se identificou, os ativistas decidiram enterrar a jornalista porque não havia eletricidade para manter o corpo refrigerado, e os restos mortais já haviam começado a entrar em decomposição.