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MUNDO
Segunda-feira, 14 de Maio de 2012, 21h:16

Jamais aceitaremos a divisão entre rico e pobre

A presidente Dilma Rousseff disse ontem que o governo não vai aceitar a divisão entre "um país rico, com futuro", e "um país frágil, pobre, sem esperança". No lançamento da ação Brasil Carinhoso, que busca atender famílias em extrema pobreza com crianças de zero a seis anos, Dilma Rousseff afirmou que o governo não vai se conformar com "a existência de dois Brasis" que, segundo ela, era uma característica do passado. "Nós não aceitamos e jamais aceitaremos essa divisão [...] é importante lembrar que a ação Brasil Carinhoso integra o compromisso nosso de erradicar a extrema pobreza.", afirmou a presidente Dilma. Sobre a meta do governo de erradicar a pobreza extrema no país, a presidente Dilma afirmou que só é possível retirar uma criança da extrema pobreza se o governo também conseguir retirar toda a família desta condição. "Quando a gente garante a renda mínima a cada membro de família estamos reconhecendo que somente é possível retirar 1 criancinha da extrema miséria, se tirarmos toda a sua família. Sem isso é impossível", declarou a presidente. CRISE A presidente Dilma Rousseff voltou a falar da situação do Brasil diante da crise econômica internacional. Em seu discurso, Dilma comentou a importância do crescimento do país neste cenário, ao mesmo tempo em que o governo consegue distribuir renda. "Nosso país vem sendo apontado como um país que é muito bem sucedido [...] Ao mesmo tempo em quem o país cresce, distribui renda. Isso é muito importante no momento em que estamos vivendo. Momento em que economias, sociedades de países desenvolvidos passam por grandes dificuldades". Ainda sobre a crise econômica internacional a presidente Dilma Rousseff afirmou que a crise do euro e vários fantasmas que pareciam afastados estão de volta: "Vários fantasmas que pareciam afastados pelas expansões monetárias bastante significativas [...] todo esse processo começa a ser questionado politicamente, não só pelo que aconteceu na França, pelo que aconteceu na Grécia, e pelo que aconteceu naquele estado alemão, Renania do norte-Westfalia". "Por isso nós temos que ter muito orgulho de ter esse foco social, de termos encontrado as formas de produzir esse caminho do desenvolvimento econômico, com uma ampla e inquestionavel justiça social", completou a presidente.

Edição EDIÇÃO 16960




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