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MUNDO
Sábado, 19 de Junho de 2010, 13h:44

MÍSSEIS

Irã nega ter capacidade para atacar a Europa

Os mísseis iranianos são destinados a defender o Irã contra uma eventual agressão e não ameaçam nenhum país, afirmou ontem o ministro iraniano da Defesa, Ahmed Vahidi, em resposta às acusações lançadas na quinta-feira pelo secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates. "Os mísseis da República Islâmica não ameaçam nenhum país, pois foram concebidos e desenvolvidos com uma finalidade de defesa contra qualquer agressão militar", declarou o general, Ahmad Vahidi, para a agência de notícias iraniana "Fars". Ele classificou as acusações como proganda dos EUA contra o Irã e acusou o país de "buscar pretextos para não desmantelar seu arsenal nuclear nesse continente (Europa) para manter a pressão sobre a Rússia". Mas Vahidi também alertou Moscou, que ajudou o Conselho de Segurança da ONU a aprovar uma quarta rodada de sanções ao Irã na semana passada. "Esta (humilhação) é o resultado da confiança em uma administração que não merece confiança", disse o general, avisando a Rússia que os EUA são falsos. "A experiência mostra que os Estados Unidos não querem a paz nem segurança. Eles também não têm nenhum respeito pelos interesses de outros países", explicou. "Os americanos inclusive já prejudicaram seus aliados mais próximos pelo bem de seus próprios interesses ilegítimos e hegemonia", concluiu Vahidi, fazendo alusão ao acordo nuclear que Brasil e Turquia acertaram com Teerã, mas que foi logo descartado pelo Ocidente. Gates afirmou na quinta que o Irã era capaz de lançar um ataque com centenas de mísseis contra a Europa, justificando assim a decisão americana de resvisar seu sistema de defesa antimísseis. A Casa Branca decidiu em setembro passado mudar seu projeto de escudo antimísseis na Europa devido à ameaça dos mísseis iranianos de longo alcance sobre seus aliados da Otan (Tratado da Aliança para o Atlântico Norte). Um ataque iraniano "seria uma salva, na qual potencialmente teríamos dezenas, até centenas de mísseis" contra a Europa, destacou Gates, acrescentando que apoia o novo projeto, "capaz de proteger nossas tropas, nossas bases, nossas instalações e nossos aliados".

Edição EDIÇÃO 16962




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