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MUNDO
Quarta-feira, 03 de Dezembro de 2014, 20h:20

ESTADO/ISLÂMICO

Irã desmente Pentágono e nega bombardeio

Teerã colocou à disposição do Iraque vários aviões Sukhoi Su-25. De acordo com informações, pilotos iranianos estão comandando as aeronaves

O Irã não confirmou ontem que seus aviões bombardearam a facção Estado Islâmico (EI) na fronteira com o Iraque, como havia dito o Pentágono na terça. "Não confirmo as informações sobre uma cooperação militar [com o Iraque]. Nós damos apoio militar e conselho de acordo com as normas internacionais", afirmou a porta-voz da diplomacia iraniana, Marzieh Afkham. "Não aconteceu uma mudança na política do Irã de dar apoio e conselho às autoridades iraquianas em sua luta contra o grupo Estado Islâmico." Na terça-feira, o porta-voz do Pentágono, o contra-almirante John Kirby, afirmou que os Estados Unidos tinham informações sobre "ataques aéreos com aviões F-4 Phantoms nos últimos dias" no Iraque, que teriam sido realizados pelo Irã. As declarações foram feitas depois que o canal Al Jazeera exibiu imagens de aviões parecidos com os caças F-4, similares aos utilizados pela Força Aérea iraniana. Os aviões atacavam alvos na província de Diyala, perto da fronteira com o Irã. Teerã colocou à disposição do Iraque vários aviões Sukhoi Su-25. De acordo com informações não confirmadas, pilotos iranianos estão comandando as aeronaves. Uma autoridade disse, em condição de anonimato, que o Irã não está envolvido em nenhum ataque aéreo contra o Estado Islâmico no Iraque. "Qualquer cooperação nesses ataques com os Estados Unidos também está fora de questão para o Irã", disse. Desde agosto, os EUA e diversos países bombardeiam alvos do EI no Iraque em coordenação com as autoridades iraquianas. A coalizão liderada pelos EUA também age na Síria desde de setembro -mas sem coordenação com Damasco. O EI controla partes da Síria e do Iraque na tentativa de criar um califado islâmico. ESTRAGOS ESTADO-ISLÂMICO O secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, disse ontem que os ataques contra o Estado Islâmico tiveram um impacto "significante" sobre a facção. Kerry disse ainda que a luta contra os extremistas, que dominam partes da Síria e do Iraque, pode levar anos e que os EUA continuarão comprometidos não importa o tempo que dure. O americano falou em uma reunião em Bruxelas com representantes de todos os países que integram a coalizão liderada pelos EUA contra o EI. Os países realizam ataques aéreos contra a facção desde agosto no Iraque e setembro na Síria. Os bombardeios "reduziram a liderança do EI e danificaram sua capacidade logística e operacional", disse Kerry. "Nenhuma unidade do EI pode avançar de forma agressiva sem se preocupar com o que cairá do céu", completou. Segundo os EUA, ao menos 62 países integram a coalizão, embora a maioria não esteja envolvida diretamente nos bombardeios.

Edição EDIÇÃO 16962




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