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MUNDO
Segunda-feira, 02 de Agosto de 2010, 18h:50

PAQUISTÃO

Inundações matam mais de mil pessoas

As enchentes que atingem o Paquistão forçaram cerca de 2 milhões de moradores a deixarem suas casas e deixaram ao menos 1.200 mortos, segundo autoridades locais. Ao menos 1.256 pessoas morreram. O distrito de Swat, que já registrou 475 mortos, teria sido o mais afetado. São as piores inundações a atingir o Paquistão em 80 anos. Ontem, cerca de 250 vítimas das inundações bloquearam uma das principais estradas do distrito de Nowshera, em protesto à pouca assistência recebida do governo. O governo paquistanês diz ter enviado cerca de 28 mil pessoas para distribuir alimentos. O Exército também enviou 30 mil soldados de dezenas de helicópteros, mas a proporção da tragédia é tão grande que a ajuda demora para chegar até algumas das regiões afetadas. "Nós precisamos de tendas", disse Faisal Islam, uma das vítimas, sentado sobre o único pedaço de solo seco no distrito de Nowshera, cercado de centenas de pessoas que se abrigavam sob tendas improvisadas com cobertores e lençóis. "Essa é a única camisa que tenho. Todo o resto que eu tinha foi soterrado", disse Islam. Ele disse ainda que o grupo enviou óleo de cozinha e açúcar, mas que o grupo necessita de muitos outros mantimentos. DOENÇAS O governo enviou equipes médicas para o noroeste do país - a região mais afetada - em meio ao temor de que uma epidemia de cólera pudesse se espalhar após as enchentes. Pacientes que apresentam problemas estomacais devido à água suja recebem tratamento em centros médicos montados pelo governo. O Vermelho Crescente Paquistanês e a Cruz Vermelha distribuem ajuda e ainda avaliam mais necessidades das áreas mais isoladas, que tiveram pontes e estradas destruídas. A crise é ainda mais grave porque muitas pessoas perderam tudo o que tinham, disse Muhammad Ateeb Siddiqui, diretor de operações do Crescente Vermelho. "Agora precisamos urgentemente distribuir não apenas alimentos, mas maneiras de prepará-los", disse ele. "A distribuição de ajuda está seriamente comprometida pela falta de infra-estrutura e pela contaminação da água, que pode criar graves riscos à saúde". Diante da magnitude da catástrofe, as ofertas de ajuda começaram a chegar. O governo americano prometeu, no domingo, o envio de uma ajuda de US$ 10 milhões.

Edição EDIÇÃO 16962




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