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MUNDO
Sexta-feira, 04 de Dezembro de 2009, 23h:04

AFEGANISTÃO

Hillary pede apoio maior dos aliados

Pelo menos 36 pessoas morreram em um ataque de militantes armados e homens-bomba em uma mesquita nos arredores de um quartel do Exército do Paquistão

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, chegou ontem a Bruxelas para uma reunião com os países aliados da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), na qual deve pedir um compromisso maior com o envio de reforços significativos à guerra do Afeganistão. A reunião ocorre três dias depois do anúncio do presidente Barack Obama de que enviará 30 mil soldados adicionais para combater o grupo islâmico radical Taleban e treinar as forças de segurança afegãs - e um recado explícito de que esta não é uma guerra apenas dos Estados Unidos. Hillary afirmou esta semana que a resposta dos aliados à nova estratégia americana foi "positiva" e que eles entendem a importância da missão no Afeganistão. Ela deve pedir, contudo, mais do que os 7.000 soldados que o secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, assegurou em Bruxelas. Rasmussen abriu a reunião com o pedido para que os aliados participem dos esforços renovados no Afeganistão. Ele advertiu que o êxito da missão internacional no país depende do "trabalho em equipe". Na quinta-feira, Hillary adiantou que explicaria a seus colegas os novos planos americanos e disse estar convencida de que sairia da reunião com "um certo número de anúncios sobre compromisso com tropas adicionais". Caso as previsões se comprovem, as forças internacionais e o Exército afegão somarão quase 300 mil homens até meados do próximo ano - cerca de dez vezes mais o número estimado de insurgentes que operam no país. Até agora, o Reino Unido confirmou o envio de 1.200 soldados, a Itália fala em mais mil e a Polônia estuda enviar 600. ATAQUE Pelo menos 36 pessoas morreram ontem e outras 70 ficaram feridas em um ataque de militantes armados e homens-bomba em uma mesquita nos arredores de um quartel do Exército do Paquistão na cidade de Rawalpindi, próxima da capital Islamabad. Homens armados invadiram o templo durante as tradicionais orações islâmicas de sexta-feira depois de terem provocado uma explosão em um posto de controle militar em Rawalpindi, cidade irmã da capital paquistanesa onde se encontra a sede do Estado Maior das Forças Armadas e vários quartéis onde vivem militares e suas famílias.

Edição EDIÇÃO 16965




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