O regime líbio prometeu manter sua guerra contra os rebeldes mesmo se a Otan, aliança militar do Ocidente, desistir de bombardear o país, o que deixa pouca margem diplomática para o fim do conflito iniciado há cinco meses. Com a chegada do mês sagrado do Ramadã, os rebeldes e seus apoiadores ocidentais mantiveram a pressão contra o regime do ditador Muammar Khadafi. A Otan bombardeou alvos militares e lançou sobre a capital panfletos aconselhando os legalistas a se renderem. "Ninguém deve achar que, depois de todos os sacrifícios que já fizemos, do martírio dos nossos filhos, irmãos e amigos, vamos parar de lutar. Esqueçam", disse Saif al Islam, filho de Khadafi, a famílias que fugiram do enclave rebelde de Benghazi, no leste. Anteriormente, o regime líbio dizia que aceitaria negociar se a Otan parasse os bombardeios. Na semana passada, um enviado especial da ONU esteve na Líbia e, após encontros com as partes beligerantes, saiu sem perspectiva de acordo. "Independentemente de a Otan sair ou não, a luta vai continuar até toda a Líbia estar liberada", acrescentou ele no encontro, que ocorreu no domingo, mas só foi mostrado na noite de segunda-feira pela TV estatal. Fazia semanas que Saif al Islam não falava em público. Os rebeldes, que controlam praticamente metade do país, mas enfrentam divisões internas e costumam perder terreno em contra-ataques das forças governistas, mais bem armadas e treinadas.