NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Sábado, 20 de Junho de 2026

MUNDO
Sexta-feira, 10 de Fevereiro de 2012, 19h:46

SÍRIA

Grupo volta atrás e não assume explosões

A televisão oficial mostrou ao vivo os corpos mutilados de algumas vítimas, que jaziam no meio de veículos carbonizados e escombros nos locais das explosões

O grupo opositor Exército Livre Sírio, integrado por militares desertores, disse que não foi o autor das explosões contra duas sedes das forças da ordem em Aleppo, que causaram mais de 25 mortes e mais de 175 feridosontem, mas sim de um ataque prévio com armas leves. O número dois do grupo, Malek Kurdi, disse que as duas explosões aconteceram após a retirada de uma brigada de militares desertores que atacaram os dois edifícios com armas leves, mas que eles não são os responsáveis. "Pensamos que as duas explosões foram preparadas e executadas pelo governo [sírio] para cobrir seus crimes em outras cidades", declarou Kurdi. Anteriormente, o comandante-em-chefe do ELS, coronel Riad al Assad, havia afirmado à Efe que seu grupo era o autor das explosões, mas Kurdi não explicou o motivo da confusão inicial. "Grupos nossos atacaram estes dois edifícios, mas não estava previsto o uso de explosivos, mas o de armas leves e lança-granadas, porque não temos a logística para realizar um ataque dessa magnitude", frisou Kurdi. O Ministério da Saúde sírio, segundo a televisão oficial, destacou que os números de mortos e feridos são provisórios, já que foram contabilizadas apenas as vítimas que chegaram até à tarde de ontem aos hospitais de Aleppo, 360 quilômetros ao norte de Damasco e capital econômica do país. As explosões tiveram como alvo uma sede da Agência de Inteligência da Polícia Militar, no bairro de Novo Aleppo, e um edifício das forças antidistúrbios, situado na zona de Al Sajur, detalhou a televisão oficial, que descreveu os responsáveis como "grupos terroristas". Uma moradora de Aleppo, que se identificou como Mayada, afirmou à Efe que as explosões foram consecutivas e foram ouvidas em outros pontos da cidade. "As paredes e as camas tremeram. Minhas filhas começaram a chorar, foi aterrorizante", disse Mayada, mãe de três meninas, por telefone. A televisão oficial mostrou ao vivo os corpos mutilados de algumas vítimas, que jaziam no meio de veículos carbonizados e escombros nos locais das explosões. Os vidros de todas as janelas do edifício da Inteligência estavam quebrados. Este ataque ocorre depois que atentados similares aconteceram nos últimos dois meses em Damasco. No dia 6 de janeiro, mais de 20 pessoas morreram em um atentado no bairro de Al Midan, duas semanas depois que duas explosões causaram 44 mortos em um ataque contra edifícios dos corpos da segurança e da inteligência sírias, que as autoridades atribuíram a terroristas suicidas. LÍBANO Um tiroteio foi registrado ontem em Trípoli, norte do Líbano, com uma intensa presença de homens armados em dois bairros rivais, um grupo a favor e outro contra o regime sírio. "Há uma intensa presença armada e tiroteios nos bairros muçulmanos sunitas de Bab al-Tebbaneh e alauíta de Jabal Mohsen," disse um responsável pela segurança, pedindo anonimato. "Uma pessoa que dirigia ali perto ficou ferida no tiroteio", disse. Segundo o oficial, o exército tinha se deslocado para ambos os bairros no começo do dia, mas se retirado, posteriormente, para uma rua que divide os dois lados. Dois soldados teriam se ferido nos confrontos. A cidade costeira de maioria sunita tem sido, nos últimos anos, cenário de intensos confrontos entre apoiadores sunitas da oposição síria e muçulmanos alauítas leais à aliança liderada pelo Hezbollah, apoiada pelo Irã e pela Síria. O presidente sírio Bashar Assad, que está enfrentando uma revolta sem precedentes contra seu regime, vem da comunidade alauíta, uma ramificação do xiismo.

Edição EDIÇÃO 16967




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL