Grupo Al Qaeda reivindica responsabilidade por envio
O braço da Al Qaeda no Iêmen reivindicou ontem a responsabilidade pelo envio de dois pacotes-bomba aos EUA em aviões de carga na semana passada. A rede terrorista também assumiu um atentado envolvendo um terceiro avião de carga da empresa UPI (United Parcel Service) ocorrido em setembro. Os pacotes foram interceptados na sexta-feira no Reino Unido e nos Emirados Árabes Unidos, e tinham como destino sinagogas em Chicago. Não se sabe ainda se a intenção era explodir os aviões antes de chegarem a seus destinos. As informações foram divulgadas pelo grupo de vigilância de sites islâmicos SITE ontem. De acordo com o SITE, a rede postou uma mensagem em fóruns na internet sobre a "jihad" e fez um apelo pelo envio de mais pacotes-bomba para "aumentar o círculo dos envios e incluir aeronaves civis do Ocidente, além de mais aviões de carga". Os pacotes suspeitos foram encontrados no Reino Unido e nos Emirados Árabes Unidos, após uma informação ter levado autoridades a inspecionar aviões de carga nos dois lados do Atlântico. Um dos objetos foi achado em uma aeronave de carga da empresa UPI no aeroporto de East Midlands, cerca de 260 km a norte de Londres. O pacote, contendo um cartucho de tinta de impressora modificado, foi enviado do Iêmen para Chicago, nos EUA, em voo com escala no Reino Unido. O outro foi descoberto em uma instalação da FedEx Corp em Dubai. O pacote de Dubai foi levado para exames de laboratório para tentar determinar sua natureza, informa um comunicado da autoridade de aviação civil do país, segundo a agência de notícias estatal. A Qatar Airways confirmou que o pacote de Dubai foi transportado em um de seus voos de passageiros partindo da capital iemenita, Sanaa, com escala em Doha. Regras de segurança mais rígidas para o transporte internacional de cargas aéreas poderiam prejudicar o comércio e a economia mundial. Os EUA ampliaram sua assistência a treinamento, inteligência e serviço militar no Iêmem após um plano frustrado para explodir um avião de passageiros americano no dia do Natal em 2009. O braço da Al Qaeda no Iêmen assumiu a responsabilidade pelo plano.