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MUNDO
Segunda-feira, 30 de Setembro de 2013, 20h:44

TERRORISMO

Governo sírio condena apoio

CAROLINA SARRES
Da Agência Brasil – Brasília
O ministro das Relações Exteriores da Síria, Walid Al Moualem, disse ontem, em pronunciamento na Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), que não há uma guerra civil na Síria, há uma guerra contra o terror. De acordo com ele, a comunidade internacional tem de agir, em relação ao país, segundo resoluções sobre terrorismo. Na última sexta-feira, o Conselho de Segurança da ONU aprovou resolução para a destruição das armas químicas do país. A crise na Síria foi deflagrada nos últimos meses depois de comprovado o uso de armas químicas, no contexto do conflito entre forças do governo do presidente Bashar Al Assad e da oposição, liderada pelo Exército Livre Sírio. "Não há guerra civil na Síria, mas é uma guerra contra o terror, que não reconhece nenhum valor, nem justiça, nem igualdade, e ignora quaisquer direitos ou leis", disse Walid Al Moualem. Ele pediu medidas contra os países que financiam, treinam e dão refúgio a terroristas em seus territórios. Segundo o ministro sírio, os responsáveis pelo terrorismo são ramificações da Al Qaeda, como a Jabhat Al Nusrah, do Estado Islâmico do Iraque e da Brigada do Islã na Síria. INSPETORES A ONU confirmou ontem que sua equipe de inspetores já deixou a Síria após seis dias investigando o resto das "denúncias críveis" sobre o uso de armas químicas no país. "Os inspetores do professor (Ake) Sellstrom terminaram o trabalho na Síria após seis dias de investigação e agora entraram na última fase, na qual completarão o relatório final", afirmou ontem perante a imprensa o porta-voz da ONU, Martin Nesirky. O porta-voz confirmou que a missão de analistas "não visitou" a cidade de Khan Al-Assad, na província de Aleppo, onde o regime de Bashar al-Assad denunciou um ataque químico dos rebeldes em março.

Edição EDIÇÃO 16967




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