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MUNDO
Quarta-feira, 09 de Novembro de 2011, 20h:07

CONJUNTURA

FMI alerta sobre risco de instabilidade

Diretora-gerente do FMI faz novo alerta sobre a crise. Anúncio de possível renúncia de Berlusconi provoca alta de juros e afeta mercado financeiro na Itália

RENATA GIRALDI
Da Agência Brasil – Brasília
A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, advertiu ontem sobre a necessidade de a comunidade internacional ficar em alerta e buscar a atuação conjunta para combater os efeitos da crise econômica mundial. "Há um risco de espiral de instabilidade financeira mundial", disse ela. O anúncio do pedido de demissão do primeiro-ministro da Itália, Sílvio Berlusconi, provocou ontem alta nos juros da dívida do país. "Se não agirmos em conjunto, a economia mundial corre o risco de uma espiral de incerteza e de instabilidade financeira", disse Lagarde, que visita a China. "A economia mundial entrou em fase perigosa e incerta e a Ásia não está imune", acrescentou. Para Lagarde, o governo chinês deve rever a condução de parte de sua política econômica e monetária. “A China necessita de uma moeda mais forte", disse. Nas reuniões internacionais, vários representantes estrangeiros reclamam que o yuan (a moeda da China) está subvalorizado e que essa situação reproduz excedentes comerciais acumulados por Pequim. Na capital chinesa, Lagarde se reúne com autoridades do governo para discutir as consequências da crise da dívida europeia e as condições e os impactos sobre a China e o restante do mundo. ITÁLIA O anúncio do pedido de demissão do primeiro-ministro da Itália, Sílvio Berlusconi, provocou ontem alta nos juros da dívida do país. Pelos dados oficiais, houve aumento médio de 7% nos valores, obrigando a um resgate da Irlanda, da Grécia e de Portugal. A incerteza política afetou também a Bolsa de Milão, que mudou a tendência positiva da abertura e caiu 3,3%. O primeiro-ministro italiano anunciou anteontem que renunciará depois de aprovadas as reformas econômicas exigidas pela União Europeia para reduzir o déficit público.Segundo ele, a alternativa para a situação no país é antecipar as eleições. Mas a decisão cabe ao presidente da Itália, Giorgio Napolitano, e não a ele. “É necessário reerguer o país. É necessário dar uma resposta à Europa e aos mercados”, disse Berlusconi. “Depois de mim, só vejo a possibilidade de eleições”, acrescentou. “Não compete a mim decidir, mas só vejo a possibilidade de eleições antecipadas, porque, neste momento, o Parlamento está paralisado.” GRÉCIA O nome do novo primeiro-ministro grego não será anunciado antes de sexta-feira e haverá uma nova reunião entre os chefes dos partidos políticos a pedido do presidente da República. O encontro foi cancelado após o premiê George Papandreou oficializar sua renúncia, e, ao lado do líder da oposição, Antonis Samaras, ter dado início a negociações com o presidente, Karolos Papoulias, para a formação de um novo governo de união.

Edição EDIÇÃO 16964




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