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MUNDO
Segunda-feira, 09 de Fevereiro de 2009, 20h:06

AGRADECIMENTO

Farc agradece, a ajuda do Brasil

Grupo rebelde da Colômbia diz querer acordo com governo para libertar mais reféns e agrade colaboração do governo Lula

As Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) agradeceram ontem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo apoio logístico prestado na semana passada para a libertação de seis reféns que mantinham na selva colombiana. "Agradecemos ao governo do Brasil, a seu presidente Lula da Silva, seu fundamental apoio logístico no desenlace feliz deste fato humanitário", afirma o comunicado assinado pelo Secretariado das Farc, entregue à senadora colombiana Piedad Córdoba, principal mediadora com a guerrilha. Na semana passada, três policiais, um soldado, um ex-governador e um ex-deputado foram libertados pela guerrilha depois de meses de mediação da organização Colombianos pela Paz. O Brasil participou da operação cedendo dois helicópteros, que foram utilizados nos resgates, além de dezoito militares. No comunicado, a guerrilha insistiu na realização de um acordo com o governo da Colômbia para a libertação de guerrilheiros presos, três deles detidos nos Estados Unidos, em troca de militares colombianos presos em combate. Ao movimento Colombianos pela Paz, a guerrilha pede "persistir na busca coletiva de uma saída política ao acordo humanitário e ao crucial problema da guerra e da paz". "Esperamos que este novo gesto (a libertação dos seis reféns) contribua para abrir o caminho para um acordo de troca obstruído pelo governo", diz o documento. Com a libertação dos reféns políticos - o último foi o ex-deputado Sigifredo López, resgatado na quinta-feira -, as Farc passaram a denominar os demais detidos sob seu controle como "prisioneiros de guerra". Cerca de 22 soldados e policiais colombianos ainda estão em poder da guerrilha. Com esse novo perfil, os reféns passam a ser protegidos pela Convenção de Genebra. A mudança também tornaria mais fácil para as Farc reivindicar um acordo de intercâmbio de prisioneiros. "A Colômbia inteira deseja celebrar mediante acordo bilateral a libertação dos prisioneiros de guerra reclusos tanto nas prisões do regime (governo) como nas montanhas", diz o comunicado.

Edição EDIÇÃO 16961




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