A intensificação dos combates entre o Exército do Líbano e os radicais do grupo islâmico Fatah al Islam já deixou 14 pessoas mortas ontem, segundo testemunhas e fontes militares. O Exército invadiu o campo de refugiados palestinos de Nahr al Bared (norte), onde os radicais estão baseados, e tenta cercar as posições do grupo. Entre os mortos estão 12 moradores do campo de refugiados e dois soldados libaneses. Outros 18 soldados ficaram feridos. Não há informações sobre se os 12 mortos no campo são civis ou membros do Fatah al Islam. Fontes de segurança informaram que forças de elite tomaram várias posições-chave dos militantes do grupo radical e destruíram bases de atiradores na porção norte de Nahr al Bared. O Exército luta contra os radicais no campo desde o dia 20 de maio, no que já se tornou a pior batalha interna desde a guerra civil (1975-1990). Ao menos 84 pessoas - 35 soldados, 29 militantes e 20 civis - haviam sido mortos até esta quinta-feira, de acordo com dados da agência de notícias Reuters. Tiros de armamentos pesados e metralhadoras sacodem o campo de refugiados desde o início da manhã de hoje. "Está claro que este é o início de uma grande operação do Exército", disse uma fonte palestina que está em contato com o campo. Os radicais estão refugiados dentro do campo, que possui ruas estreitas e muitos prédios. O governo do primeiro-ministro Fouad Siniora exige que os extremistas se rendam para serem julgados pela morte de 35 soldados nos confrontos, que começaram há duas semanas. "Nós decidimos lidar com o Fatah al Islam como um grupo terroristas que mantém reféns aqueles que estão dentro do campo", afirmou o ministro libanês de Telecomunicações, Marwan Hamadeh, à agência Associated Press em Beirute. De acordo com o ministro, os soldados tentam isolar os radicais. "Acredito que o Exército está determinado, e provavelmente irá reduzir a ação dos terroristas do Fatah al Islam".