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MUNDO
Quinta-feira, 29 de Agosto de 2013, 19h:42

Exército desloca mísseis para proteger armamento

As forças armadas da Síria retiraram diversos mísseis e lança-mísseis de uma base ao norte de Damasco para proteger o armamento de um possível ataque ocidental. Fontes ouvidas pela agência afirmaram que o equipamento estava nas montanhas Qalamoun, um dos pontos mais militarizados da região da capital síria, o que representaria uma movimentação de precaução, ainda que limitada, para proteger os armamentos ainda em posse do Exército do presidente Bashar al-Assad. Segundo fontes rebeldes e diplomáticas, testemunhas viram caminhões carregando mísseis, lança-mísseis e outros aparatos bélicos sendo retirados da 155ª Brigada do Exército sírio e transportados pela principal rodovia que conecta Homs ao norte de Damasco. Entre os itens transportados estariam mísseis Scud, que possuem 11 metros de comprimento e podem transpor distâncias de até 300 quilômetros. Foi desta base que dezenas de foguetes foram lançados neste ano, e o ponto está entre os alvos de ataque sugeridos pela Coalizão Nacional Síria a representantes ocidentais nesta semana em Istambul, cidade da Turquia que tem sediado muitos encontros dos rebeldes sírios. INSPETORES Os inspetores da Organização das Nações Unidas (ONU) que estão na Síria para verificar se houve uso de armas químicas em quatro episódios distintos, ao longo dos dois anos de crise, deixarão o país no sábado. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, apela para que a comunidade internacional aguarde a conclusão das avaliações dos especialistas. A situação se agrava com a ameaça de intervenção militar na Síria. O ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo Machado, condenou anteontem o uso de armas químicas dizendo que a ação é “intolerável” e reiterou que o Brasil é contrário ao uso da força, no caso a intervenção militar. Ele lembrou que quaisquer ações armadas devem ser aprovadas pelo Conselho de Segurança da ONU. Para Ki-moon, é preciso dar espaço à diplomacia e à busca por uma solução negociada na Síria. Mas os governos do Reino Unido, da França e dos Estados Unidos defendem uma intervenção armada imediata. A iniciativa deve ser submetida à votação no Conselho de Segurança das Nações Unidas. Em dois dias, nos arredores da Síria, cerca de 750 pessoas foram mortas.

Edição EDIÇÃO 16968




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