O juiz Tomás Arita, que ordenou aos militares a detenção do líder deposto de Honduras Manuel Zelaya, e o presidente do Parlamento, Alfredo Saavedra, são dois dos quatro funcionários do governo de facto hondurenho que tiveram seus vistos suspensos pelos Estados Unidos ontem. O porta-voz do Departamento de Estado americano, Ian Kelly, disse em sua entrevista coletiva diária que quatro vistos de pessoas que trabalham para o governo do presidente interino Roberto Micheletti em Honduras foram revogados pela Embaixada dos EUA em Tegucigalpa, em resposta à deposição de Zelaya. Kelly explicou que os EUA estão "fazendo tudo o que pode para apoiar o processo" de mediação do presidente costarriquenho, Oscar Arias, e seus esforços de negociação. A medida do Departamento de Estado aumenta a pressão sobre o governo Micheletti para que aceite a proposta de Arias, que, entre outros aspectos, contempla a formação de um governo de unidade e reconciliação nacional, o adiantamento das eleições e uma anistia geral para os crimes políticos. O governo dos EUA decidiu revisar os vistos diplomáticos depois que Zelaya pediu ao presidente Barack Obama que tome medidas concretas contra os responsáveis pelo golpe de Estado. Segundo o porta-voz, a Casa Branca "está atualmente revisando os vistos diplomáticos do tipo A de pessoas que são membros do governo de fato de Honduras, assim como os vistos concedidos a membros das famílias dessas pessoas."