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MUNDO
Terça-feira, 28 de Julho de 2015, 19h:35

ESPIONAGEM

EUA negam perdão presidencial a Snowden

Snowden foi o responsável pela revelação de que as forças de segurança norte-americanas espionavam cidadãos, autoridadesde vários países

A Casa Branca rejeitou ontem documento assinado por 167.954 pessoas solicitando perdão incondicional ao ex-consultor da Agência de Segurança Nacional norte-americana (NSA) Edward Snowden. Snowden foi o responsável pela revelação de que as forças de segurança norte-americanas espionavam indiscriminadamente cidadãos, autoridades e empresas de vários países. Ele está refugiado na Rússia, de onde não sai por medo de ser preso e extraditado. Segundo a conselheira de Obama para a Área de Segurança Interna e Luta contra o Terrorismo, Lisa Monaco, Snowden deveria “regressar aos Estados Unidos para ser julgado pelos seus pares e não se esconder por detrás de um regime autoritário”. Segundo a conselheira, Snowden, até agora, "foge das consequências dos seus atos”. Nos Estados Unidos, onde é acusado de terrorismo, o ex-consultor da Snowden pode ser condenado a 30 anos de prisão por ter fornecido a jornalistas cópias de um grande número de documentos secretos da NSA, agência de informações que, entre outras atividades, monitora e intercepta as comunicações eletrônicas. Os documentos que Snowden enviou a jornalistas revelavam programas de espionagem até então desconhecidos. A revelação gerou um debate mundial sobre liberdades individuais, direito à privacidade e limites dos mecanismos legais criados com a justificativa de combater o terrorismo. JORNALISTA A advogada do correspondente do jornal "Washington Post" Jason Rezaian, preso e julgado no Irã por espionagem, pediu ontem a libertação do jornalista, depois do acordo nuclear alcançado entre Teerã e as grandes potências, informou a agência Fars, próxima aos conservadores. Rezaian, de 39 anos e com dupla nacionalidade iraniana e americana, correspondente no Irã do jornal americano há dois anos, foi detido em julho de 2014 em sua casa em Teerã. Diante da "nova situação criada pelo acordo (nuclear de Viena, pedi ao juiz que declare a absolvição de meu cliente", comunicou Leila Ahsan, advogada de Rezaian. Desde sua prisão, Rezaian compareceu a portas fechadas três vezes - em maio, junho e julho - diante do Tribunal Revolucionário de Teerã, uma corte especializada que julga os casos políticos ou que afetam a segurança nacional. Rezaian é acusado de espionagem, recolhimento de informação confidencial, colaboração com governos hostis e propaganda contra o regime. Detido na prisão de Evin, no norte de Teerã, o jornalista desmente categoricamente estas acusações. A detenção de Jason Rezaian provocou novas tensões entre o Irã e os Estados Unidos, que não mantêm relações diplomáticas desde 1980. Washington fez um apelo às autoridades iranianas para que o jornalista fosse libertado, mas Teerã, que não reconhece sua dupla nacionalidade, afirmou que o caso é completamente iraniano e ressalta a independência do sistema judicial iraniano. O secretário de Estado americano John Kerry declarou ao canal de televisão MSNBC que fez referência ao caso do jornalista todos os dias durante as negociações nucleares com seu colega iraniano Mohammed Javad Zarif.

Edição EDIÇÃO 16965




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