O Serviço Secreto dos Estados Unidos divulgou um conjunto de regras mais duras para os agentes, após os escândalos de envolvimento em prostituição de funcionários responsáveis pela segurança do presidente Barack Obama. As novas normas proíbem os agentes de visitar estabelecimentos de "má reputação" ou levar estrangeiros a seus quartos de hotel. Também prevê que as viagens sejam acompanhadas por um integrante do Escritório de Responsabilidade Profissional da agência e impede o consumo de álcool nas dez horas anteriores ao trabalho. MEDIDAS As disposições têm caráter imediato. As medidas surgiram duas semanas depois de 12 agentes do Serviço Secreto e 12 militares serem acusados de contratar prostitutas e levá-las a seus quartos de hotel, durante a preparação da viagem de Obama para a Cúpula das Américas, na Colômbia, nos últimos dias 14 e 15. Na próxima semana, cerca de cem agentes passarão por cursos de treinamento ético, além de propor treinamento para os cerca de 5.000 funcionários do Serviço Secreto. Em comunicado entregue aos funcionários, a agência afirma que os agentes "devem sempre se comportar de maneira que passem credibilidade em você, no Serviço Secreto, no Departamento de Segurança Institucional e, mais importante, no governo dos Estados Unidos e nos cidadãos a quem servimos". INVESTIGAÇÃO O Serviço Secreto dos Estados Unidos investiga agentes que são acusados de visitar uma clube de strip tease durante a visita do presidente Barack Obama em El Salvador, na América Central, em março de 2011, afirmou o deputado republicano Peter King. O congressista diz que o caso faz parte de uma sindicância interna que começou após o escândalo de prostituição na Colômbia, dois dias antes da Cúpula das Américas, no último dia 13. Após a denúncia, foi descoberta outra acusação contra funcionários americanos com prostitutas em Brasília. As suspeitas sobre a ação no país centro-americano surgiram após entrevista de um empreiteiro americano anônimo a um canal de televisão de Seattle, no noroeste dos Estados Unidos.