Os Estados Unidos posicionaram dois navios com mísseis interceptores na Coreia do Sul ontem, dias antes do lançamento do suposto satélite de comunicação que a Coreia do Norte pretende realizar nesta semana. O Japão também posicionou mísseis interceptores nos arredores de Tóquio e mandou navios de guerra para o Mar do Japão. O lançamento representa o primeiro desafio do presidente dos EUA, Barack Obama, que pretende discutir as intenções de Pyongyang com os líderes mundiais, incluindo chineses, na reunião do G20 nesta semana. Governos de alguns países, como EUA, Japão e a Coreia do Sul, suspeitam que a Coreia do Norte usaria o lançamento para testar a tecnologia de um míssil de longa distância capaz de atingir o Alasca (EUA). Eles classificam o lançamento como um movimento provocativo e que iria contra a resolução do Conselho de Segurança da ONU em 2006, que proibiu atividades balísticas na Coreia do Norte e alertou que qualquer movimento nesse sentido poderia motivar sanções internacionais. O secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, afirmou no domingo que Washington não tem a intenção de derrubar o míssil. "Diria que não estamos preparados para fazer qualquer coisa sobre isso", afirmou Gates quando questionado sobre os planos dos EUA para interceptar o suporto projétil. "Se ele for um míssil considerável, daqueles que podem atingir o Hawaii, então podemos pensar em fazer algo", afirmou Gates, acrescentando que não acredita que a Coreia do Norte tenha um míssil capaz de atacar a costa oeste dos EUA.