MUNDO
Sexta-feira, 12 de Junho de 2009, 19h:36
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COREIA DO SUL
Estados Unidos preparam-se para reação "irresponsável"
Após a aprovação unânime do Conselho de Segurança (CS) das Nações Unidas ontem de novas sanções contra a Coreia do Norte, os Estados Unidos afirmaram que estão preparados para "confrontar" navios a que sejam suspeitos de levar materiais proibidos para o território norte-coreano, mas que não tentarão invadir as embarcações. Funcionários da Casa Branca disseram esperar que a Coreia do Norte reaja "irresponsavelmente" às sanções impostas CS em resposta ao recente teste nuclear feito pelo regime comunista. As sanções incluem um embargo de armas e a expansão das buscas em navios que podem levar itens proibidos para a Coreia do Norte, como materiais que poderiam ser usados em armas. A embaixadora dos EUA na ONU, Susan Rice, disse que os americanos iriam pedir autorização para entrar a bordo de navios suspeitos para inspecioná-las. Se eles recusarem, disse ela, as forças dos EUA tentarão trabalhar em conjunto com o país de origem do navio e outros países para encaminhar a embarcação suspeita a um porto adequado para a inspeção obrigatória. Se algum navio se recusar a ser desviado, a embaixadora americana disse que os oficiais dos EUA "tomarão todas as medidas necessárias" para divulgar a quem ele pertence, qual os matérias proibidos que ele poderia carregar e outras informações. O objetivo, disse ela, é "colocar um holofote sobre ele" e tornar difícil que outros navios o ajudem a completar a viagem, por meio do reabastecimento, por exemplo. SANÇÕES Aprovadas até por países vistos como próximos à Coreia do norte, como a Rússia e, principalmente, a China, as sanções determinadas ontem ampliam o embargo de armas e o bloqueio de ativos que já mantinha contra o país, além de autorizar a inspeção de navios e aviões suspeitos de transportar armamento. O principal órgão de decisões da ONU ampliou as sanções ao isolado regime comunista de Pyongyang, que cada vez mais recebe críticas internacionais. "A China se opõe aos testes nucleares e acredita que as reações do Conselho têm que ser apropriadas e equilibradas e pede que não haja somente sanções, mas também uma mensagem positiva à Coreia do Norte", disse o embaixador do país, Zhang Yesui, à imprensa, no final da votação. O diplomata chinês se referia à parte da resolução que pede a Pyongyang que se insira na política de desnuclearização de forma pacífica e por meios diplomáticos. "O Conselho atuou de maneira clara, unificada e decisiva", indicou o embaixador adjunto britânico, Phil Parham, que avaliou a determinação desse órgão de "enfrentar as ações perigosas e provocativas da Coreia do Norte". O texto aprovado "proporciona uma resposta firme e unida ao teste nuclear da Coreia do Norte", ressaltou a embaixadora adjunta dos Estados Unidos, Rosemary DiCarlo, que também disse que "a mensagem é clara: o comportamento da Coreia do Norte é inaceitável para a comunidade internacional".