A assassina confessa, Elize Matsunaga, foi transferida ontem da Cadeia Pública de Itapevi (Grande São Paulo), onde estava desde a noite do dia 5 deste mês, para o Complexo Penitenciário de Tremembé (138 km de SP). Por abrigar condenados e acusados de crimes de grande repercussão, o complexo de Tremembé é conhecido como "Presídio de Caras", uma referência à revista de celebridades "Caras". Anteontem, o juiz Adilson Paukoski Simoni, do 5º Tribunal do Júri da capital, transformou Elize em ré no processo criminal no qual é acusada pela Polícia Civil e pela promotoria de ter matado e esquartejado o marido, o executivo Marcos Matsunaga, 41. Ao transformar Elize em ré, o magistrado também transformou a prisão temporária dela (que terminaria hoje) em preventiva (até possível julgamento). Por isso, Elize foi levada para a penitenciária no interior paulista. Elize foi obrigada a trocar as roupas que vestia pelo uniforme padrão do sistema prisional paulista: calça cáqui e camiseta branca. Em Tremembé, Elize, bacheral em direito e com formação técnica em enfermagem, será vizinha de presas como a ex-estudante de direito Suzane Suzane von Richthofen, condenada a 38 anos de prisão pela morte dos pais, e Anna Carolina Jatobá, condenada pela morte da enteada, Isabella Nardoni.