Al Awlaqi foi morto em um ataque da CIA com drones teleguiados. O presidente Barack Obama disse que morte de Al Awlaqi foi um "golpe duro" contra Al Qaeda
O imã radical nascido nos Estados Unidos Anwar al Awlaqi - vinculado à rede terrorista Al Qaeda e procurado pelos Estados Unidos morreu ontem, segundo o ministério iemenita da Defesa. O presidente Barack Obama afirmou ontem que a morte do imã radical Anwar al Awlaqi no Iêmen constitui "um golpe muito duro" contra a Al Qaeda, e assegurou que os Estados Unidos estão determinados a destruir todas as redes terroristas. GOLPE "A morte de Al Awlaqi é um golpe muito duro contra o braço mais ativo da Al Qaeda", afirmou Obama durante a cerimônia de posse do chefe do Estado-Maior Conjunto, em uma base militar perto de Washington. "Isso é uma prova de que a Al Qaeda e seus afiliados não terão abrigo seguro em nenhum lugar do mundo", acrescentou, afirmando que a morte de Awlaki foi resultado da união de esforços internacionais com o governo do Iêmen contra os militantes. Identificado como "chefe de operações externas" para a Al Qaeda na Península Arábica, Al Awlaqi foi morto em um ataque da CIA com drones teleguiados, no Iêmen, segundo informaram altos funcionários do governo dos EUA às agências de notícias. A morte do imã radical nascido nos Estados Unidos Anwar al Awlaqi -vinculado à rede terrorista Al Qaeda e procurado pelos Estados Unidos - foi anunciada ontem pelo Ministério da Defesa do Iêmen. O governo não divulgou as circunstâncias da morte de Al Awlaqi, mas fontes tribais afirmaram à France Presse que ele morreu em um bombardeio aéreo dos EUA executado na manhã de ontem contra dois veículos que circulavam entre Maarib (ao este de Sanaa) e Juf, Província desértica na fronteira com a Arábia Saudita. Al Awlaqi havia escapado de um bombardeio americano no Iêmen no início de maio, poucos dias depois de um comando especial dos Estados Unidos ter matado no Paquistão o líder da Al Qaeda, Osama bin Laden. MORTOS Além de Awlaqi, morreram na operação outros supostos membros da Al Qaeda, mas detalhes sobre a operação não foram divulgados de imediato, de acordo com um comunicado do Governo iemenita. Nascido em território americano mas residente no Iêmen desde 2002, havia contra o clérigo uma ordem de captura dos EUA desde abril de 2010, quando incluído na lista de terroristas da CIA. Awlaqi defendia atentados cometidos pela Al Qaeda contra os americanos como vingança pela morte de "milhares" de muçulmanos no Iraque, no Afeganistão e nos territórios palestinos.