MUNDO
Quarta-feira, 08 de Julho de 2015, 20h:40
A
A
ENCONTRO
Dilma chega à Rússia para reunião do Brics
O objetivo central da cúpula é "aprofundar o diálogo" entre os países que compõem o grupo e "avançar" na cooperação financeira
GISELLE GARCIA
Da Agência Brasil Copenhague
A presidente Dilma Rousseff se reuniu ontem com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, em UfAA. O presidente russo ofereceu um jantar em homenagem aos chefes de Estado e de governo dos Brics, grupo de países emergentes composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. A presidente Dilma Rousseff chegou ontem à cidade de Ufa, capital do Bascortostão, na Rússia, onde se juntou aos chefes de Governo da Rússia, Índia, China e África do Sul para o sétimo encontro anual do Brics, que começou ontem. A cúpula de dois dias, que ocorre em uma das mais belas regiões russas, nas encostas dos Montes Urais, teve início com um jantar típico oferecido aos líderes políticos. O presidente chinês, Xi Jinping, o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, e o presidente sul-africano, Jacob Zuma, chegaram de manhã a Ufa e tiveram encontros bilaterais com o presidente russo, Vladimir Putin. Para o líder russo, a cúpula é uma oportunidade de mostrar ao Ocidente que Moscou não está isolada, mesmo com a suspensão do país do grupo G8 as nações mais industrializados do mundo , por causa da anexação da Crimeia, em março do ano passado. Na agenda prioritária dos líderes está o acordo sobre o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) do Brics ou Banco do Brics, que entrou em vigor na última semana. Eles vão discutir detalhes sobre o funcionamento da nova instituição, que terá sede em Xangai, na China, e será presidida pelo banqueiro indiano K. V. Kamath, tendo como vice o economista brasileiro Paulo Nogueira Batista Junior. O banco, que começa a operar no ano que vem, terá capital inicial de US$ 50 bilhões, divididos em partes iguais entre os membros. Com ele, os países-membros do Brics esperam reduzir o domínio do FMI e do Banco Mundial sobre o sistema financeiro global e criar espaço para outras moedas, além do dólar americano, no comércio internacional. A instituição financiará projetos de infraestrutura nos países do Brics, mas as operações podem ser estendidas a países em desenvolvimento que desejem fazer empréstimos. O NDB foi criado em julho do ano passado, na última reunião do Brics, em Fortaleza. Na ocasião, também foi lançado o Arranjo Contingente de Reservas (CRA na sigla em inglês), no valor de US$ 100 bilhões, dos quais US$ 41 bilhões virão da China. O Brasil, a Rússia e a Índia contribuirão com US$ 18 bilhões cada e a África do Sul aportará US$ 5 bilhões. A cúpula também servirá para discutir ações de cooperação econômica e comercial entre os países do bloco, englobando setores como energia e infraestrutura. O Brics representa um quinto da economia mundial e 40% da população do planeta.