MUNDO
Sexta-feira, 05 de Setembro de 2014, 20h:22
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IRAQUE/CONFLITO
Dez americanos lutam com facção
Ao menos dez cidadãos americanos combatem ao lado da facção radical Estado Islâmico (EI), informou ontem o Pentágono, sem precisar onde estão atualmente. "Pensamos que pelo menos dez americanos fazem parte do EI", declarou o coronel Steven Warren, porta-voz do Pentágono. "Estimamos em cerca de 100 o número de cidadãos americanos que combatem atualmente na Síria. Não sabemos exatamente a que grupos pertencem". Warren não informou se tais combatentes estão na Síria ou no Iraque, os dois países onde o EI está presente. No final do mês passado, Washington confirmou a morte de um americano na Síria quando lutava ao lado dos radicais islâmicos, e disse investigar outro caso semelhante. Os Estados Unidos expressaram publicamente sua preocupação com os riscos que representam os radicais ocidentais, especialmente quando retornam a seus países. O presidente Barack Obama deve presidir, no final de setembro, uma reunião especial do Conselho de Segurança da ONU dedicada à ameaça dos radicais estrangeiros operando na Síria e no Iraque. O primeiro-ministro britânico, David Cameron, também tomou medidas para evitar a ameaça de radicais britânicos que voltem ao Reino Unido. A ideia é dar à polícia poderes específicos para barrar a entrada e a saída e confiscar passaportes de suspeitos, mesmo que tenham cidadania britânica. Estima-se que pelo menos 500 britânicos já deixaram o país para integrar a facção na Síria e no Iraque. ATAQUE Dezoito combatentes estrangeiros do EI, incluindo um americano, foram mortos em um ataque aéreo sírio numa cidade perto do principal reduto do grupo militante, Raqqa, no leste da Síria, informou um grupo de monitoramento dos direitos humanos na quinta-feira. O Observatório Sírio para os Direitos Humanos, que monitora a violência em todos os lados do conflito de três anos, disse que fontes confiáveis informaram que importantes líderes do Estado Islâmico que estariam no prédio municipal de Gharbiya no momento do ataque estavam entre os combatentes estrangeiros mortos. O prédio era usado como sede da facção, de acordo com o órgão de monitoramento. O Estado Islâmico tomou partes do Iraque e da Síria, levando aos primeiros ataques aéreos dos Estados Unidos no Iraque desde a retirada das tropas norte-americanas, em 2011. COOPERAÇÃO O líder supremo do Irã, aiatolá Khamenei, aprovou uma cooperação com os EUA contra a facção radical Estado Islâmico, diz a BBC. Segundo o veículo britânico, Khamenei autorizou um comandante a coordenar ações militares com forças americanas, iraquianas e curdas, que lutam contra o EI no norte do Iraque.