NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Quinta-feira, 11 de Junho de 2026

MUNDO
Terça-feira, 16 de Junho de 2009, 20h:30

EMERGENTES

Descartada criação imediata de nova moeda

A estratégia visa reforçar a posição dos quatro países, em especial a próxima reunião do G20, marcada para Pittsbourg, nos Estados Unidos, em setembro

ANDREI NETTO e ADRIANA CHIARINI
Da Agência Estado – Ecaterimburgo
As quatro maiores economias emergentes do mundo, Brasil, Rússia, Índia e China - os países que integram o Bric -, atuarão de forma coordenada na reforma do sistema financeiro internacional. A decisão foi tomada na noite de ontem, ao término da primeira Cúpula do Bric, realizada em Ecaterimburgo, na Rússia. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou, em entrevistas a um jornal francês e a duas agências de notícias russas, que as quatro maiores economias emergentes do mundo (Brasil, Rússia, Índia e China, formadores do grupo chamado Bric) "estarão na linha de frente na retomada da atividade econômica mundial". Ao jornal econômico francês "Les Echos", Lula afirmou que "graças ao bom desempenho de suas economias, (os emergentes) têm dado sua contribuição para que o mundo supere os efeitos da crise". E voltou a criticar o comportamento de profissionais do mercado financeiro. "(A crise) é uma situação provocada pela falta de controles e limites para essas operações especulativas. É bom lembrar que tudo isso ocorreu sob as bênçãos dos adoradores do mercado, que foram os primeiros a correr atrás da proteção do Estado quando a crise mostrou sua verdadeira dimensão e bancos de investimento começaram a quebrar", afirmou. Às agências de notícias russas RIA-Novosti e Itar-Tass, o presidente lembrou que os emergentes "estão enfrentando as dificuldades da crise e vêm dando há vários anos forte contribuição para o crescimento global". Ele também frisou que poucos são os países que "podem oferecer contribuição semelhante para o crescimento sustentável do mundo" como os Brics. Outro ponto levantado pelo presidente nas entrevistas foi a ideia de substituição do dólar nas relações comerciais entre emergentes. Lula não negou a possibilidade de adoção das moedas locais nas relações comerciais, mas deixou claro que essa conversão não ocorrerá com a rapidez com que alguns economistas sugerem. Ao "Les Echos", Lula afirmou que "a possibilidade de uso de moedas locais já é uma realidade entre o Brasil e a Argentina. Mas é uma realidade que demandou muito trabalho". NOVA MOEDA Mesmo com o enfraquecimento do dólar, ainda não é o momento de o Brasil passar a investir suas reservas em moedas de países emergentes, nem de criar uma moeda de reserva internacional. A opinião é majoritária entre especialistas entrevistados pela Agência Estado. A estratégia visa reforçar a posição dos quatro países, em especial a próxima reunião do G20, marcada para Pittsbourg, nos Estados Unidos, em setembro. Antes disso, porém, será implementada no encontro dos sete países mais ricos mais a Rússia (G8), no mês que vem, na Itália. O anúncio da cooperação foi formalizado na declaração oficial do evento e reafirmado em entrevistas concedidas por líderes políticos do bloco. "Nós queremos cooperar estreitamente entre nós e com outros parceiros para garantir maior progresso da ação coletiva na próxima Cúpula do G20, em Pittsbourg, em setembro", informou documento divulgado após o encontro, com um total de 16 itens. O texto é conclusivo sobre as pretensões dos quatro países em relação aos seus parceiros industrializados: "As economias emergentes e em desenvolvimento devem ter maior voz e representação nas instituições financeiras internacionais, e seus líderes e diretores devem ser designados por meio de processos de seleção abertos, transparentes e baseados em méritos."

Edição EDIÇÃO 16960




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL