MUNDO
Segunda-feira, 02 de Agosto de 2010, 18h:49
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MERCOSUL
Crise entre Colômbia e Venezuela domina reunião
A crise entre Colômbia e Venezuela marcará o ritmo das conversações políticas durante a Cúpula do Mercosul, que começou ontem na cidade argentina de San Juan. O conflito "não é o tema da agenda" da 39ª Cúpula do Mercosul, mas "os presidentes mantêm diálogos sobre todos os temas" regionais, disse o chanceler argentino, Héctor Timerman, durante entrevista coletiva. É possível que o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, assista ao encontro do Mercosul, segundo funcionários argentinos, em um momento crucial da crise e três dias antes do líder colombiano, Alvaro Uribe, entregar seu mandato a Juan Manuel Santos. A tensão cresceu quando Chávez enviou tropas à fronteira com a Colômbia diante do que considerou "uma ameaça de guerra" por parte do governo Uribe, que descarta qualquer ação militar contra a Venezuela. Chávez rompeu relações com Bogotá após a Colômbia denunciar na Organização dos Estados Americanos (OEA) a presença de mais de 1,5 mil guerrilheiros colombianos no território venezuelano. A Venezuela está em processo de adesão como membro pleno do Mercosul, bloco integrado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, tendo Chile e Bolívia como países associados. CONCLUSÃO Após a conclusão da cúpula, hoje à tarde, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua colega argentina, Cristina Kirchner, manterão em San Juan uma reunião para analisar as relações bilaterais. Lula e Kirchner tentam mediar a crise entre Colômbia e Venezuela, do mesmo modo que o secretário-geral da Unasul, Néstor Kirchner, ex-presidente e marido da Cristina. Ontem foi apresentado um relatório da Argentina sobre "o processo de integração regional em seus diversos aspectos". O documento, elaborado durante os seis meses de presidência argentina no Bloco, destaca que no período foi obtido "o relançamento das negociações com a União Europeia com o objetivo de alcançar um acordo de associação entre as duas zonas". O governo argentino estima que na Cúpula de San Juan também se estabelecerá "a eliminação da dupla tributação com a tarifa externa comum e o mecanismo de distribuição da renda aduaneira", após mais de cinco anos de negociações entre os membros do Bloco.