A Coreia do Norte confirmou ontem a prisão de duas jornalistas americanas, dizendo que elas foram detidas porque entraram ilegalmente no território. A agência de notícias oficial norte-coreana disse que o caso das duas mulheres, presas na terça-feira perto da fronteira com a China, está sendo investigado. Os Estados Unidos expressaram "preocupação" com o destino das jornalistas Laura Ling, uma americana de origem chineaa e Euna Lee, de origem coreana. Há relatos de que as duas trabalham para a empresa de mídia Current TV, baseada na Califórnia.Um intérprete chinês que acompanhava as repórteres também foi preso. Chun Ki-won, um pastor cristão em Seul que ajudou a organizar a viagem, disse que elas foram para a região para reportar sobre a situação dos refugiados norte-coreanos no território chinês. Ainda ontem, a Coreia do Norte restabeleceu um canal de comunicações militares com a Coreia do Sul que havia sido cortado no início deste mês, informaram autoridades sul-coreanas. Esta linha de comunicação telefônica é usada para coordenar os movimentos de pessoas e mercadorias através da fronteira entre os dois países. De acordo as autoridades de Seul, o governo norte-coreano também teria indicado que vai reabrir a passagem na fronteira que dá acesso ao complexo industrial binacional de Kaesong, que fica no Norte.