Mais de 2.900 pessoas morreram desde o início da repressão na Síria, em março, informou ontem o Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (Acnur). "Segundo a lista detalhada dos nomes das pessoas que temos, o número total de pessoas mortas desde o início das manifestações na Síria é superior a 2.900", afirmou o porta-voz do Acnur, Rupert Colville. Os levantamentos de dados sobre vítimas têm sido estimados por organizações não governamentais e não podem ser verificados de forma independente pelos jornalistas devido ao bloqueio imposto pelas autoridades sírias à imprensa internacional. Ontem, combates registrados na província setentrional de Idleb, na fronteira com a Turquia, entre o Exército sírio e supostos desertores causaram dezenas de vítimas na zona de Jabal Zawiyah, segundo informaram grupos opositores. Há ao menos 27 mortos e vários feridos entre desertores e civis, como divulgou o Observatório Sírio de Direitos Humanos. O grupo também informou que quatro soldados das forças do presidente Bashar al Assad foram mortos nos confrontos, que estão ocorrendo na entrada de vários povoados da região de Jabal Zawiyah. Por sua vez, os chamados Comitês de Coordenação Local na Síria identificaram dois dos mortos na localidade de Lashkar-e-Jhangvi, na mesma região. O presidente do Observatório, Rami Abdulrahman, informou que as forças armadas fizeram operações em Jabal Zawiyah em busca de militares dissidentes há dias e destacou que se trata de uma área montanhosa, local fácil de se esconder. A maioria das deserções do Exército ocorreu nas provinciais de Homs e Hama, além de Idleb, três das principais fortificações dos protestos contra Assad, segundo Abdulrahman.