MUNDO
Segunda-feira, 29 de Setembro de 2014, 19h:19
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ESTADO-ISLÂMICO
Coalizão bombardeia 4 províncias na Síria
Os Estados Unidos e seus aliados árabes, principalmente do Golfo, iniciaram em 23 de setembro uma ofensiva aérea contra o Estado Islâmico na Síria
GIULIANA VALLONE
Da Folhapress São Paulo e Nova York
A coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos bombardeou na madrugada de segunda-feira posições do Estado Islâmico (EI) em quatro províncias sírias: Aleppo, Raqqa, Hasakah e Deir al-Zor, causando mortes de civis, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos. Na cidade de Manbij, em Aleppo, um depósito de cereais foi atingido, destruindo toda a comida. Segundo o OSDH, esse ataque só matou civis que trabalhavam no local, mas a ONG não tem o número exato de mortos. As forças da coalizão bombardearam no domingo o principal complexo de gás sírio, em Deir al-Zor. Se a unidade parar de funcionar, várias províncias serão privadas de energia elétrica, segundo o OSDH. Estados Unidos e seus aliados árabes, principalmente do Golfo, iniciaram em 23 de setembro uma ofensiva aérea contra o EI na Síria. O grupo também é atacado por Washington e aliados ocidentais no Iraque desde agosto. FALLUJA Forças iraquianas apoiadas por ataques aéreos conseguiram deter o avanço do EI em Amariya al-Falluja, a oeste de Bagdá, segundo a BBC. Ao norte de Amariya al-Falluja está a cidade de Falluja, controlada pelo EI. A região é estratégica pela proximidade com Bagdá - Amariya al-Falluja está a 40 km da capital iraquiana. CRÍTICA Apesar de tentar posicionar a Síria ao lado da coalizão norte-americana de combate ao terrorismo, o ministro do Exterior do país, Walid al-Moualem, criticou ontem a estratégia dos Estados Unidos de treinar rebeldes sírios (opositores ao regime do ditador Bashar al-Assad) para combater o Estado Islâmico. Em discurso na Assembleia Geral da ONU, ele afirmou que a política norte-americana de atacar militantes na Síria enquanto fornece dinheiro, armas e treinamento para outros é uma receita para mais violência e terrorismo. "Esse comportamento cria terreno fértil para o crescimento destes grupos terroristas que cometem os crimes mais hediondos em território sírio", disse. Moualem ressaltou o apoio sírio no combate ao terrorismo, mas pediu que a soberania dos países seja respeitada.