Um professor de física nuclear foi morto próximo à sua casa na cidade de Homs, na região central da Síria, no mais recente caso de uma série de assassinatos de cientistas na cidade. Um ativista afirma que atiradores do governo são os responsáveis pela morte de Ous Abdel Karim Khalil, mas outro diz que o assassinato pode ter sido um ato de vingança. A morte do cientista ocorreu enquanto confrontos continuam ocorrendo entre as forças de segurança e soldados desertores na cidade de Rastan, que fica perto de Homs. A agência de notícias estatal síria, Sana, diz que o cientista nuclear foi morto com um tiro na cabeça de autoria de um "grupo terrorista", enquanto a sua mulher o levava de carro para o trabalho. No entanto, alguns ativistas culpam o regime. "Eles estão tentando disseminar o caos, o medo e o terror na esperança de que os manifestantes sejam amedontrados e levados a refugiar-se", disse o ativista Mustafa Osso, que vive na Síria. O chefe do Observatório Sírio para os Direitos Humanos, entidade com sede no Reino Unido, afirma que as mortes de Khalil e de outros três cientistas são parte de uma tentativa do regime do presidente Bashar Al-Assad de provocar a discórdia em Homs. A ONU estima que mais de 2.700 pessoas foram mortas na Síria desde o início da repressão violenta às manifestações contra o governo, em março.