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MUNDO
Quarta-feira, 08 de Julho de 2009, 20h:43

PROTESTOS

China executará os envolvidos em mortes

Milhares de soldados chineses invadiram a cidade de Urumqi, ontem, para separar os grupos étnicos ham e uigur após três dias de violência que já deixaram 156 mortos

A China executará os responsáveis pelas mortes ocorridas nos distúrbios étnicos ocorridos nos últimos dias em Urumqi, capital da província de Xinjiang, afirmou ontem o líder local do Partido Comunista, Li Zhi. Numa entrevista coletiva transmitida pela televisão chinesa, Li afirmou que diversas pessoas foram detidas, inclusive estudantes. "Aqueles que cometeram crimes cruéis serão executados", prosseguiu. Sem entrar em detalhes, Li advertiu ainda que o governo reprimirá qualquer atividade vista como ameaça à segurança em Urumqi, onde gangues das etnias rivais uigur e han tem percorrido as ruas e promovido ataques mútuos nos últimos dias. A China reforçou a presença de agentes de segurança na capital de Xinjiang. Distúrbios iniciados no fim de semana, durante uma manifestação de muçulmanos uigures, provocaram a morte de pelo menos 156 pessoas. Mais de 1.100 ficaram feridas. Ainda não se sabe ao certo quantos hans e uigures morreram nos distúrbios nem quem estaria por trás das mortes. INVASÃO Milhares de soldados chineses invadiram a cidade de Urumqi ontem, para separar os grupos étnicos ham e uigur após três dias de violência que já deixaram 156 mortos. O líder local do Partido Comunista, Li Zhi, disse que os responsáveis pelas mortes no Oeste da China serão executados. Longos comboios de carros blindados e caminhões militares, além de policiais, se espalharam pelas ruas de Urumqi, uma cidade de 2,3 milhões de habitantes. Outras forças de segurança carregando rifles automáticos com baionetas formavam cordões de defesa nos bairros muçulmanos. PANFLETOS Helicópteros militares voavam sobre a capital regional de Xinjiang jogando panfletos que pediam às pessoas para que ficassem em suas casas e interrompessem os conflitos. Policiais especiais de outros serviços foram chamados para patrulhar a cidade. A violência obrigou o presidente da China, Hu Jintao, a cancelar sua participação na reunião de cúpula do Grupo dos Oito (G-8, composto por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Itália, Japão e Rússia), que começou ontem em L''Áquila, região central da Itália. Foi uma medida embaraçosa para um líder que quer mostrar a China como uma sociedade harmoniosa que se prepara para celebrar o 60º aniversário do regime comunista.

Edição EDIÇÃO 16968




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