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Cuiabá MT, Terça-feira, 16 de Junho de 2026

MUNDO
Sábado, 22 de Março de 2008, 12h:56

CRISE NO TIBET

China eleva número de mortos no Tibet

O aumento no número ocorre em meio à crescente preocupação internacional a respeito da reação chinesa aos protestos

A China informou que 19 pessoas morreram nos motins na capital tibetana na semana passada, e a mídia oficial alertou contra a possibilidade de distúrbios à região noroeste de Xinjiang, onde muçulmanos vivem sob as rédeas chinesas. Dezoito pessoas foram queimadas ou feridas até a morte nas manifestações em Lhasa, segundo a agência de notícias Xinhua. O aumento no número ocorre em meio à crescente preocupação internacional a respeito da reação chinesa aos protestos, às vésperas dos Jogos Olímpicos de Pequim, que o país anfitrião espera ser a celebração de seu status de potência mundial. A Xinhua disse que 18 civis e um policial morreram em Lhasa. Ao todo, 382 pessoas ficaram feridas, 58 delas em estado grave. Incendiários colocaram fogo em 908 lojas, 84 veículos, 7 escolas e 120 residências, segundo a agência. A polícia de Lhasa divulgou uma lista de 21 suspeitos procurados e colocou suas fotos na Internet. Tibetanos no exílio dizem que mais de cem pessoas morreram nos protestos, que se espalharam nesta semana para países vizinhos em áreas de etnia tibetana. Helicópteros do exército voaram sobre a cidade de Kangdidng, a oeste da província de Sichuan. Em um vilareno a noroeste, testemunhas disseram que qualquer um que se parecesse com a etnia Han estava sendo agredido. A mídia oficial na região de Xinjiang alertou que ocorriam manifestações inspiradas nos protestos tibetanos. "Não importa se é a independência do Tibet, de Xinjian ou de Taiwan, a meta é sempre a mesma: criar o caos e dividir a terra-mãe," disse um comentário colocado no site oficial de notícias de Xinjiang (www.tianshannet.com). "China e Pequim recebendo os Jogos Olímpicos em 2008 levou separatistas em casa e no exterior a acreditar que eles têm uma oportunidade de ouro. Se não arruinarem as coisas, eles não se sentirão felizes, porque não terão atingido sua meta de sabotar a imagem da China. O ministro do Exterior da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, pressionou Pequim a ser mais aberta e deixar o resto do mundo testemunhar por si próprio o que está ocorrendo no Tibet. "A China está apenas causando prejuízos a si própria ao impedir observadores internacionais de ver o que está ocorrendo", disse ele ao jornal Bild. Pequim levou militares à região, mas barrou a entrada de estrangeiros no Tibet em algumas regiões onde vivem pessoas de etnia tibetana.

Edição EDIÇÃO 16963




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