MUNDO
Segunda-feira, 27 de Setembro de 2010, 19h:48
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ONU
Celso Amorim condena a xenofobia
Nas discussões sobre ações de combate ao terrorismo, no Conselho de Segurança das Nações Unidas, em Nova York, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, defendeu ontem o fim do preconceito e da xenofobia, assim como o esforço em busca da tolerância. O debate ocorre no momento em que o Irã enfrenta sanções impostas pelo órgão e seguidas unilateralmente por diversos países. Devemos nos precaver contra a retórica perigosa e posições de xenofobia e preconceito. A tolerância é a chave para evitar a polarização e o extremismo violento, afirmou Amorim. É nosso dever comum prevenir e combater o terrorismo. Estratégias de combate ao terrorismo devem ser baseadas no direito primário e na proteção integral dos direitos humanos de todos os envolvidos. ESFORÇO O chanceler reiterou ainda que os esforços do Brasil são em favor da busca de soluções contra o terrorismo, mas mantendo a proposta de defesa do desarmamento e o fim das armas de destruição em massa. Segundo ele, as ações devem ser pensadas de forma universal incluindo todos os temas referentes às necessidades urgentes nas sociedades em desenvolvimento e também nas desenvolvidas. A plena realização dos direitos humanos universais, incluindo o direito ao desenvolvimento, devem ser parte integrante de todos os esforços para combater a ameaça terrorista, afirmou Amorim. O Brasil está plenamente comprometido na busca por uma resposta coordenada e multidimensional para todos os desafios colocados pelo terrorismo. A ONU [Organização das Nações Unidas] deveria estar na vanguarda deste esforço, disse. CONSTITUIÇÃO O chanceler afirmou ainda que a Constituição do Brasil, de 1988, em vigência, é clara em relação ao terrorismo. O Brasil sempre condenou o terrorismo em todas suas formas e manifestações. Nossa Constituição consagra o repúdio ao terrorismo como um princípio fundamental das nossas relações internacionais, disse ele. Na luta contra o terrorismo, o Brasil tem uma forte preferência por acordos verdadeiramente multilaterais e negociações. Desde 9 de junho, o Irã é alvo de uma série de restrições aprovadas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas. Apenas o Brasil e a Turquia votaram contra as sanções, enquanto o Líbano se absteve. As medidas atingem os setores militar e econômico do Irã. Em seguida, de forma unilateral, os Estados Unidos, a União Europeia, a Austrália, o Canadá e o Japão aprovaram mais restrições ao Irã. (Renata Giraldi)