MUNDO
Sábado, 06 de Março de 2010, 13h:56
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VIOLÊNCIA
carro-bomba mata 3 em véspera de eleição
Ao todo, no mínimo, 49 pessoas foram mortas nos últimos dias de campanha eleitoral, algumas delas soldados e policiais que votaram antecipadamente
Pelo menos três peregrinos iranianos morreram ontem e outras 54 pessoas ficaram feridas pela explosão de um carro-bomba junto a um ônibus na cidade santa xiita de Najaf, no Iraque, a cerca de 160 quilômetros de Bagdá. Ao todo, no mínimo, 49 pessoas foram mortas nos últimos dias de campanha eleitoral, algumas delas soldados e policiais que votaram antecipadamente. As eleições de hoje vão ser um teste para a jovem democracia do Iraque, e vão ajudar a decidir se o país pode evitar a eclosão de surtos de violência - para, a partir daí, preparar a retirada das tropas americanas, no final de 2011. O primeiro-ministro Nuri al-Maliki concorre para um segundo mandato, sob promessa de prestação de serviços e segurança. Seus adversários são uma coalizão xiita e um grupo sectário e secularista liderado pelo ex-primeiro-ministro Iyad Allawi. Insurgentes advertiram iraquianos, especialmente a minoria árabe sunita (que são continuístas de Saddam Hussein), a ficar em casa no domingo. Militantes sunitas disseram que as eleições vão solidificar o poder de partidos xiitas - que eles veem como hostis, hereges e incapazes de governar. Não se sabe quem deve vencer a eleição, o que define o cenário para intensas negociações a fim de formar um governo de alianças e, talvez, fazer o Iraque novamente vulnerável a novos conflitos. O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, pediu para que todos os iraquianos votassem. "O comportamento pacífico destas eleições é de extrema importância, e deve contribuir para a reconciliação nacional do Iraque", disse ele, em comunicado. A violência caiu drasticamente no Iraque, embora tenham havido alguns atentados suicidas desde agosto. "Os ataques nacionais permanecem nos níveis mais baixos desde janeiro de 2004", disse o porta-voz das Forças Armadas nos EUA, major Steve Lanza, em comunicado. QUEDA Segundo eles, os ataques caíram mais de 90% desde que os Estados Unidos ampliaram a presença militar, em junho de 2007. Outro fator que contribuiu para a redução drástica foi o fato de que algumas tribos sunitas e ex-insurgentes se voltaram contra Al Qaeda, e uma milícia xiita contrária à presença norte-americana parou de lutar. Os insurgentes ameaçaram diversas vezes usar a violência para atrapalhar as eleições, cruciais para que o governo mostre que está no controle no país e pode superar a violência sectária, à medida que as tropas americanas começam sua retirada. Até mesmo folhetos com a assinatura da Al Qaeda e com mensagens contra a eleição foram distribuídos à população na quinta-feira.