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MUNDO
Quinta-feira, 11 de Março de 2010, 21h:53

ATAQUE

Brasileira condenada por mentir deve deixar a Suíça

A brasileira Paula Oliveira, 27, que disse ter sido vítima de um ataque neonazista na Suíça em fevereiro do ano passado, terá que deixar o país no fim deste mês. Condenada em dezembro de 2009 sob a acusação de ter enganado a Justiça, ela teve o visto de permanência no país negado, anunciou ontem o Departamento Cantonal de Migrações. Paula havia pedido uma prorrogação para seu visto de permanência na Suíça, depois de ter sido condenada. Segundo o Departamento Cantonal de Migrações, citado pela agência de notícias suíça ATS, o pedido foi negado. Paula apresentou recurso para apelar da decisão, acrescentou a ATS. ESPANCAMENTO No ano passado, a brasileira afirmou ter sido espancada por supostos skinheads em uma estação de trem nos arredores de Zurique, no dia 9 de fevereiro, e teve parte do corpo retalhado por estilete. Ela disse ainda que estava no terceiro mês de gestação de gêmeos e que havia sofrido aborto após a agressão. Em seu corpo, havia marcas da sigla SVP (Partido do Povo Suíço) -também conhecido como UDC (União Democrática do Centro) - que defende políticas anti-imigrantes consideradas racistas pela oposição. No dia 13 de fevereiro, porém, a polícia de Zurique disse que ela não estava grávida no momento dos ferimentos. Na ocasião, as autoridades afirmaram que Paula poderia ter causado os ferimentos em si mesma. INVENTOU Dias depois, reportagem do jornal suíço "Tages Anzeiger" afirmou que a brasileira inventou a gravidez para forçar o noivo a casar com ela e assim conseguir o visto de permanência na Suíça. Em dezembro, a brasileira foi condenada pela Justiça local a pagar duas multas por "falsa denúncia": uma de 10.800 francos suíços (mais de R$ 18 mil) e outra de 2.500 francos suíços (mais de R$ 4.000). Ela ainda terá que arcar com as despesas judiciais. Para o pagamento das multas, no entanto, ela recebeu um prazo de dois anos. Os documentos de Paula, que estavam retidos desde o início das investigações pela Promotoria, foram devolvidos. Com isso, ela poderá retornar ao Brasil.

Edição EDIÇÃO 16967




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