NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Sexta-feira, 12 de Junho de 2026

MUNDO
Quinta-feira, 03 de Novembro de 2011, 19h:28

DILMA

Brasil está disposto a colaborar com FMI

A presidente do Brasil voltou a cobrar ações mais rápidas dos países desenvolvidos, que, segundo ela, precisam agir com mais liderança, visão clara e rapidez

LUCIANA LIMA
Da Agência Brasil – Brasília
A presidente Dilma Rousseff disse ontem, em Cannes, na França, que o Brasil está disposto a contribuir com o Fundo Monetário Internacional (FMI) na busca de uma solução para a crise mundial. Durante almoço que marcou o início da reunião dos líderes do G20, grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo, Dilma voltou a cobrar ações mais rápidas dos países desenvolvidos, que, segundo ela, precisam agir com mais liderança, visão clara e rapidez. A presidente Dilma Rousseff se reuniu também com os líderes do Brics - grupo integrado pela Rússia, Índia, África do Sul e China, com o objetivo de definir um discurso comum para o combate aos efeitos da crise econômica internacional, na Cúpula do G20 Dilma pediu mais detalhes do pacote europeu contra a crise e se mostrou preocupada com a possibilidade de que os problemas enfrentados naquela região comecem a “respingar” nos países em desenvolvimento. A presidente também destacou a experiência brasileira de valorização do mercado interno para enfrentar os efeitos da crise de 2008. “A inclusão de 40 milhões de pessoas na classe média foi não somente uma imposição moral, mas também uma questão de enfrentamento econômico”, disse Dilma em Cannes. De acordo com o Blog do Planalto, Dilma Rousseff manifestou apoio à criação de um piso único de renda como medida de proteção mundial, tese defendida pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). “Tem efeito inequívoco contra a crise. O Brasil não irá se opor a uma taxa financeira mundial, se isso for um consenso entre os países a favor da ampliação dos investimentos sociais”, disse a presidenta. Dilma voltou a condenar a guerra cambial praticada por alguns países e a defender a retomada da Rodada Doha, ciclo de discussões cujo principal objetivo é destravar as barreiras do comércio internacional. “É conhecido por todos o empenho do Brasil na retomada da Rodada Doha. Mas é preciso dizer também que a atual crise econômica provocou problemas cambiais e a ampliação de liquidez que afeta muitos países, como o Brasil. A Conferência da OMC [Organização Mundial do Comércio] em dezembro deve ser oportunidade para retomar nosso compromisso de Doha, assim como discutir a questão cambial e as questões de segurança alimentar, incluindo subsídios agrícolas”, disse a presidente. OBAMA O assunto mais importante agora, durante a cúpula do G20, é “resolver a crise financeira na Europa”, disse o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, após se reunir com o presidente da França, Nicolas Sarkozy. “Na maior parte da nossa conversa tratamos de como fortalecer a recuperação econômica global, criando empregos e estabilizando os mercados financeiros do mundo”, disse Obama durante uma coletiva de imprensa ao lado de Sarkozy, em Cannes, na França, onde ocorre ontem e hoje a reunião do G20. “O presidente Sarkozy demonstrou liderança extraordinária em suas decisões e eu concordo com ele que a União Europeia tem dado alguns passos importantes para alcançar uma solução abrangente.” De acordo com Obama, durante o G20, será necessário desenvolver os detalhes sobre como implementar uma solução para a crise financeira “de forma decisiva e completa”. Obama disse que foi discutida a situação na Grécia e como os países podem trabalhar para ajudar a resolver a situação. "Os Estados Unidos vão continuar a cooperar com a União Europeia na solução desses desafios." Nicolas Sarkozy disse que “saúda o entendimento dos Estados Unidos sobre os temas” que serão abordados “nas próximas 48 horas, especialmente, sobre o aspecto da crise grega, as dificuldades do euro e a necessidade de solidariedade com os Estados Unidos". O presidente francês também disse que espera encontrar uma linha comum com Obama para contribuir para o mundo das finanças na resolução da crise atual. Sarkozy estava se referindo ao imposto sobre transações financeiras, defendido por grande parte da União Europeia, e ao que os Estados Unidos se opõe.

Edição EDIÇÃO 16961




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL