MUNDO
Quinta-feira, 03 de Novembro de 2011, 19h:28
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DILMA
Brasil está disposto a colaborar com FMI
A presidente do Brasil voltou a cobrar ações mais rápidas dos países desenvolvidos, que, segundo ela, precisam agir com mais liderança, visão clara e rapidez
LUCIANA LIMA
Da Agência Brasil Brasília
A presidente Dilma Rousseff disse ontem, em Cannes, na França, que o Brasil está disposto a contribuir com o Fundo Monetário Internacional (FMI) na busca de uma solução para a crise mundial. Durante almoço que marcou o início da reunião dos líderes do G20, grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo, Dilma voltou a cobrar ações mais rápidas dos países desenvolvidos, que, segundo ela, precisam agir com mais liderança, visão clara e rapidez. A presidente Dilma Rousseff se reuniu também com os líderes do Brics - grupo integrado pela Rússia, Índia, África do Sul e China, com o objetivo de definir um discurso comum para o combate aos efeitos da crise econômica internacional, na Cúpula do G20 Dilma pediu mais detalhes do pacote europeu contra a crise e se mostrou preocupada com a possibilidade de que os problemas enfrentados naquela região comecem a respingar nos países em desenvolvimento. A presidente também destacou a experiência brasileira de valorização do mercado interno para enfrentar os efeitos da crise de 2008. A inclusão de 40 milhões de pessoas na classe média foi não somente uma imposição moral, mas também uma questão de enfrentamento econômico, disse Dilma em Cannes. De acordo com o Blog do Planalto, Dilma Rousseff manifestou apoio à criação de um piso único de renda como medida de proteção mundial, tese defendida pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). Tem efeito inequívoco contra a crise. O Brasil não irá se opor a uma taxa financeira mundial, se isso for um consenso entre os países a favor da ampliação dos investimentos sociais, disse a presidenta. Dilma voltou a condenar a guerra cambial praticada por alguns países e a defender a retomada da Rodada Doha, ciclo de discussões cujo principal objetivo é destravar as barreiras do comércio internacional. É conhecido por todos o empenho do Brasil na retomada da Rodada Doha. Mas é preciso dizer também que a atual crise econômica provocou problemas cambiais e a ampliação de liquidez que afeta muitos países, como o Brasil. A Conferência da OMC [Organização Mundial do Comércio] em dezembro deve ser oportunidade para retomar nosso compromisso de Doha, assim como discutir a questão cambial e as questões de segurança alimentar, incluindo subsídios agrícolas, disse a presidente. OBAMA O assunto mais importante agora, durante a cúpula do G20, é resolver a crise financeira na Europa, disse o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, após se reunir com o presidente da França, Nicolas Sarkozy. Na maior parte da nossa conversa tratamos de como fortalecer a recuperação econômica global, criando empregos e estabilizando os mercados financeiros do mundo, disse Obama durante uma coletiva de imprensa ao lado de Sarkozy, em Cannes, na França, onde ocorre ontem e hoje a reunião do G20. O presidente Sarkozy demonstrou liderança extraordinária em suas decisões e eu concordo com ele que a União Europeia tem dado alguns passos importantes para alcançar uma solução abrangente. De acordo com Obama, durante o G20, será necessário desenvolver os detalhes sobre como implementar uma solução para a crise financeira de forma decisiva e completa. Obama disse que foi discutida a situação na Grécia e como os países podem trabalhar para ajudar a resolver a situação. "Os Estados Unidos vão continuar a cooperar com a União Europeia na solução desses desafios." Nicolas Sarkozy disse que saúda o entendimento dos Estados Unidos sobre os temas que serão abordados nas próximas 48 horas, especialmente, sobre o aspecto da crise grega, as dificuldades do euro e a necessidade de solidariedade com os Estados Unidos". O presidente francês também disse que espera encontrar uma linha comum com Obama para contribuir para o mundo das finanças na resolução da crise atual. Sarkozy estava se referindo ao imposto sobre transações financeiras, defendido por grande parte da União Europeia, e ao que os Estados Unidos se opõe.