MUNDO
Quarta-feira, 24 de Agosto de 2011, 19h:13
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FUTURO DA LÍBIA
Brasil é chamado para reunião em Paris
Chanceler da Líbia diz que "guerra acabou", mas combates continuam. Apesar das dúvidas sobre seu paradeiro, Khadafi faz pronunciamento em tom de desafio
O Brasil foi convidado para participar dos diálogos para discutir o futuro da Líbia, disse ontem o presidente da França, Nicolas Sarkozy. A reunião, marcada para o dia 1º de setembro, em Paris, pretende debater a situação política do país sem a presença do coronel Muamar Khadafi. Sarkozy disse, após reunião com o líder do Conselho Nacional de Transição Líbio, Mahmud Jibril, que também foram convidados China, Rússia e Índia, países que formam com o Brasil o grupo conhecido como Bric. Além deles, segundo o presidente francês, foram convidadas as nações que participaram da campanha militar contra Khadafi e países tidos por ele como "amigos da Líbia". O paradeiro do líder líbio, Muammar Khadafi, ainda é desconhecido. Os integrantes da oposição ao regime de Khadafi que invadiram o bairro de Bab Al Aziziya, o quartel-general do líder em Trípoli, não encontraram pistas que levem ao seu esconderijo. PRONUNCIAMENTO Apesar das dúvidas sobre seu paradeiro, Khadafi se pronunciou em tom de desafio em uma mensagem de áudio transmitida em um canal de televisão. Na mensagem, ele falou em "martírio ou vitória". "Saí um pouco em Trípoli, discretamente, sem ser visto pelas pessoas e não senti que a capital estivesse em perigo", disse ele. Khadafi não é visto em público desde maio. Uma de suas aparições mais recentes na televisão foi no meio de junho, quando foi mostrado jogando xadrez com o presidente da federação internacional da modalidade, Kirsan Ilyumzhinov. COMBATES entrevista a uma emissora britânica, Abdelati Obeidi, o chanceler do governo do ditador Muammar Khadafi, disse que a "guerra acabou", e que se ele estivesse no comando do país, pediria a todos os khadafistas que se rendessem. Ele negou ter informações sobre o paradeiro do líder líbio. O ex-chefe de política externa de Khadafi disse acreditar que o regime já chegou ao seu fim, embora os rebeldes ainda encontrem resistência em alguns pontos da capital, Trípoli, e em outros pontos do país onde forças leais ao ditador ainda lutam. Os jornalistas estrangeiros que passaram os últimos cinco dias presos por forças do ditador Líbio no Hotel Rixos, na capital da Líbia, Trípoli, foram libertados nesta quarta-feira, informa a rede de TV CNN.