MUNDO
Terça-feira, 07 de Outubro de 2014, 19h:52
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ONU/PEDIDO
Brasil aumenta ajuda para combate ao ebola
O volume de doações do Brasil foi criticado recentemente por ONGs que atuam no continente africano, segundo mostrou reportagem da Folha de S.Paulo
FLÁVIA FOREQUE
Da Folhapress Brasília
O Brasil deve anunciar nesta semana uma ajuda adicional para o combate ao ebola na África. A decisão atende pedido feito à presidente Dilma Rousseff pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, durante assembleia-geral das Nações Unidas, há duas semanas. Na manhã de ontem o tema foi discutido em reunião entre os ministros Luiz Alberto Figueiredo (Relações Exteriores), Arthur Chioro (Saúde) e Celso Amorim (Defesa), além de representante da Secretaria-geral da Presidência. "A reunião foi convocada por determinação dela [presidente]. (...) É uma demanda que deve ter sido feita a outros países também", disse o porta-voz do Itamaraty, Antônio Tabajara. A expectativa é que equipamentos, alimentos e recursos financeiros sejam enviados à região. O volume de doações do Brasil foi criticado recentemente por ONGs que atuam no continente africano, segundo mostrou reportagem da Folha de S.Paulo. Enquanto o país doou R$ 1 milhão, Índia doou US$ 12 milhões, África do Sul, US$ 3 milhões e China, US$ 36 milhões, por exemplo. ESPANHA Três pessoas, além de uma enfermeira contaminada pelo ebola, foram hospitalizadas na Espanha e estão sendo monitoradas sob suspeita de contágio, disseram as autoridades de saúde do país ontem. O marido da enfermeira, um profissional de saúde e uma pessoa vinda de um país com casos já confirmados foram colocados em quarentena, segundo disseram as autoridades em uma entrevista coletiva, A enfermeira, que tratou de dois missionários espanhóis que contraíram o vírus na África, é a primeira pessoa a se infectar com o vírus fora desse continente. Ela está sendo tratada com anticorpos de outros pacientes infectados pelo vírus. Na segunda, o diretor-geral de pronto atendimento da comunidade Autônoma de Madri, Antonio Alemany, disse que o marido da enfermeira e mais três profissionais de saúde que a atenderam no domingo terão a temperatura medida duas vezes por dia durante 21 dias. O protocolo também será aplicado a 30 funcionários que, da mesma forma que a infectada, atenderam os dois religiosos espanhóis no Hospital Carlos 3º.