As primeiras informações levam a crer que a operação fora planejada por grupos ligados ou inspirados na Al-Qaeda
Autoridades britânicas confirmaram ter identificado componentes de uma bomba em um segundo carro suspeito encontrado em Londres ontem, segundo fontes da polícia britânica. O veículo foi descoberto horas após um carro-bomba ter sido desarmado próximo a estação Piccadilly Circus do metrô, no centro da capital. Ele estava em um estacionamento subterrâneo em Trafalgar Square, em uma área proibida. O veículo foi levado para uma outra área na avenida Park Lane, próxima ao Palácio de Buckingham. Os homens que realizaram o serviço notaram cheiro de gasolina, e informaram a polícia devido às notícias divulgadas mais cedo sobre o primeiro veículo. Após o alerta, autoridades bloquearam uma parte da Park Lane e esvaziaram edifícios próximos ao local e o Hyde Park. Após analisar o veículo, a polícia descobriu componentes similares aos que estavam no primeiro veículo. Fontes citadas pela CNN não souberam dizer o que exatamente foi encontrado no segundo carro, mas membros da administração americana com conhecimento da investigação disseram que o segundo veículo tem ligação com o primeiro. Mais cedo na sexta-feira, uma seção da rua Fleet também havia sido interditada por alguns instantes, mas foi reaberta mais tarde sem incidentes. O dispositivo dentro do primeiro carro encontrado estava carregado com cerca de 200 litros combustível, cilindros de gás e pregos. A bomba seria acionada por controle remoto. De acordo com informações da polícia, o carro-bomba foi encontrado por volta das 1h30 da sexta-feira, e caso não fosse desativado poderia causar a morte de um grande número de pessoas. Mais cedo, o chefe da divisão anti-terrorista da polícia londrina, Peter Clarke, havia dito que investigadores irão utilizar imagens de câmaras de segurança e de monitoramento de trânsito para identificar o motorista do veículo encontrado em Piccadilly Circus. O carro estava estacionado próximo ao Tiger Tiger, uma das boates mais badaladas de Londres. Uma "festa feminina" era realaziada no local na madrugada de sexta-feira. A descoberta do dispositivo levou pânico à população, que tem frescos na memória os atentados de julho de 2005, quando 52 duas pessoas morreram. Segundo fontes ouvidas pelo jornal britânico The Guardian, as primeiras informações sobre o carro-bomba levam a crer que a operação fora planejada por grupos ligados ou inspirados na Al-Qaeda. "Basta olhar para os casos recentes de condenados por terrorismo (no Reino Unido) para perceber que eles estavam planejando explodir clubes e colocar cilindros de gás em carros-bomba", disse uma fonte, segundo o diário.